Selecção e tradução de Júlio Marques Mota
A Alemanha, o seu papel nos desequilíbrios da economia real – o outro lado da crise de que não se fala
Uma análise assente na divisão internacional do trabalho[1]
Uma colecção de artigos de Onubre Einz.
IX – A desigualdade de rendimentos, a sub-acumulação do capital e a crise actual dos capitalismos históricos
Onubre Einz, Inégalité de revenus, sous-accumulation du capital et crise actuelle des capitalismes historiques
Criseusa.blog.lemonde.fr., 4 de Julho de 2013
(continuação de sexta-feira, 24 de Abril)
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2° Paises aos quais a tese anterior se aplica menos ou não se aplica mesmo
Sem dúvida, o caso alemão oferece o exemplo típico de um país que foi o menos atingido pelos efeitos da onda liberal sobre o investimento e o rendimento. Nota-se bem uma correlação entre o aumento da parte dos rendimentos das pessoas ricas e muito ricas e a queda do investimento. Mas é uma correlação não muito intensa que implica uma erosão muito baixa pela parte do investimento.
Ainda aqui, o aumento da parte dos rendimentos da década de 1980 é sensível, mas a baixa tendencial da taxa de investimento é muito mole. O desfasamento criado com a evolução dos rendimentos das pessoas ricas e muito ricas e as restantes famílias nos tempos de Schröder‑Merkel parece pouco insensível sobre a taxa de investimento. É preciso lembrar que os rendimentos dos decis 1-5, ou seja de 50 % das famílias alemãs, foram os que tiveram uma partilha de rendimentos menos favorável, e, sendo assim, é então lógico que o gráfico não permite correlacionar a parte dos rendimentos das famílias dos 10% de rendimentos de topo com a erosão da taxa de acumulação produtiva… Pode-se também pensar que a evolução da partilha do rendimento – muito favorável para as famílias deste decil no momento do segundo mandato de Schröder, evolução menos favorável sob Merkel – poderia mostrar-se ser diferente se tivéssemos utilizado os dados da OCDE. Mas quaisquer que sejam os dados, eles não permitiriam colocar em evidência a nossa tese porque a taxa de investimento caiu muito pouco na Alemanha.
A Espanha está entre os principais países como um caso bem original. A partir do final da década de 1980, houve uma tendência a reduzir a parte das famílias do último decil no rendimento ao mesmo tempo que a Espanha passa a ter uma tendência descendente na sua taxa de acumulação produtiva. O que é um caso único: a baixa na taxa de investimento determinando a taxa de rendimento no PIB é acompanhada em plena vaga neoliberal de uma evolução na distribuição do rendimento espanhol desfavorável às famílias ricas e abastadas.
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[1] O título dado à colecção é da responsabilidade do tradutor.
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Para ler a parte 1 deste texto de Onubre Einz sobre a desigualdade de rendimentos e a sub-acumulação de capital, publicada ontem em A Viagem dos Argonautas, vá a:
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Ver o original em:





On avait énormément de points communs, le meme style de profil,
le meme style d’envie.
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O MUNDO INTEIRO É DE INCERYEZAS