FRATERNIZAR – A radiografia que deixa tudo ao léu – por Mário de Oliveira

 

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O meu novo livro, de seu título completo, “FÁTIMA S.A. A beatice, contra a Fé de Jesus, O Dinheiro, contra Deus Abba-Mãe, A mítica deusa, contra Maria, a mãe de Jesus”, Seda Publicações, Maio 2015, é a mais completa radiografia que faltava fazer às “aparições” de Fátima. Com esta radiografia-livro fica tudo ao leu. Ninguém, intelectualmente honesto consigo próprio e com a realidade em que vive, poderá olhar para este livro e passar adiante. Tem de parar. Tomá-lo em mãos e, pelo menos, ler o índice completo, no final. Dificilmente, resiste a levá-lo consigo, para lê-lo-estudá-lo. Sem preconceitos. Como presbítero-jornalista que sou, mergulhei, durante anos, nos meandros dos primeiros volumes da chamada Documentação Crítica de Fátima, um trabalho da responsabilidade do Santuário e da Universidade Católica Portuguesa. O que lá nos é dado a ver-ler, não só nas letras gordas, mas também nas mais magras, nos anexos, nas notas de pé de página, quase ilegíveis, tão pequeno é tipo de letra, tem (quase) tudo de tão chocante, tão escandaloso, tão anti-dignidade humana, tão anti-Fé de Jesus, tão anti-Maria de Nazaré, a mãe de Jesus, que não pude deixar de meter mãos ao trabalho de escrever este Livro, levasse o tempo que levasse.

Percebi que a tarefa que me propunha, para ser séria, iria ser longa, interiormente dolorosa, mas necessária. Um imperativo de consciência, a que não resisti. Fi-lo no mais completo sigilo. Ninguém, inclusive, nenhuma das pessoas que me são mais próximas, nos afectos e no Projecto presbiteral-eclesial de Evangelizar os pobres e os povos, sequer suspeitou que eu, sempre que me sobrava tempo das muitas outras actividades de presbítero-jornalista, andava mergulhado nesta missão e a dar-lhe corpo. Quando, ao fim de alguns anos, dou por concluído o trabalho e contacto o Editor, tudo é feito no máximo sigilo. Até que o Livro entrou na Gráfica e os primeiros 10 exs, acabados manualmente para esse fim, chegaram às mãos de alguns jornalistas.

 Têm de ver-ler o Livro para crer. Depressa concluirão que não é a radiografia, feita livro, que é chocante. Chocante, é a realidade que a radiografia nos mostra, 100 anos depois da invenção do fenómeno Senhora de Fátima, por parte do clero de Ourém. Com a imprescindível colaboração do Cónego Formigão, de Santarém, e a mais do que manifesta cumplicidade da cúpula do patriarcado de Lisboa.

Tudo o que hoje se mostra em Fátima serve apenas para esconder a realidade inicial. Como qualquer outra máscara bem conseguida, consegue esconder todo o processo, o que, só por si, perfaz um crime de lesa-humanidade, de lesa-Fé, a de Jesus, de lesa-Deus que se nos revela em Jesus, o filho de Maria, de lesa-igreja movimento de Jesus. Como uma pessoa que, à beira dos 40 anos, parece respirar saúde por todos os poros, mas, sem que nada sintomaticamente o justifique, começa a ver-se a braços com uma estranha e persistente tosse seca, em pleno Julho-Agosto, e decide passar pela urgência do hospital. No final dos exames a que é submetido, é informada pelo médico de serviço de que, afinal, é portador de um cancro nos pulmões, em estado já tão avançado, que não vale a pena sequer ser operado. Assim Fátima. A máscara é capaz de empolgar quem insiste em gostar de ostentação, de luxos, de grandeza, de espectáculo, com figurantes, dos mais elevados da pirâmide social, eclesiástica, aos rastejantes, como vermes.

Ninguém, nestes 100 anos, muito menos os próprios clérigos de Ourém que começaram por inventar-impor Fátima à igreja católica em Portugal e ao país, teve possibilidade de conhecer a realidade de Fátima, no seu todo. Só os 100 anos tornam possível conhecê-la no seu todo. Se, obviamente, nos dermos ao trabalho, o que muito poucas pessoas fazem. Preferem ir-na-corrente, Maria-vai-com-as-outras. Até agora, nem sequer os bispos, os párocos, os teólogos, os historiadores, os papas de Roma se deram ao trabalho de estudar-conhecer a fundo a realidade “Senhora de Fátima”. Conhecem fragmentos e, mesmo esses, têm mais a ver com a máscara do que ccom a realidade. Todos eles passam-andam por lá. Todos se afadigam em dar-lhe cobertura. Todos embarcam no comboio “Senhora de Fátima”, cantam, rezam, acenam lenços brancos, peregrinam, fazem questão de ser figurantes naquele palco. Ninguém, nem os muitos que já escreveram e continum a escrever sobre Fátima, entretanto, conhece a realidade tal e qual ela é.

 A partir da publicação desta radiografia, feita livro, já não há mais desculpa. Só mesmo quem não quiser ver a realidade – são assim todas as vítimas dos fanatismos, a começar pelos religiosos – poderá continuar de cabeça enterrada na areia e passar, até, a correr ainda mais para Fátima, para toda aquela “coisa” que impunemente lá se faz, dia e noite. Previsívelmente, esta será a postura generalizada da hierarquia da igreja católica, Cúria romana incluída. A máscara já ganhou tais proporções e exerce tanto fascínio entre as vítimas dos sistemas económicos, políticos e religiosos, que se tornou extremamente difícil resistir-lhe. As vítimas, porque já não dispensam todo aquele analgésico altamente eficaz. Os beneficiários eclesiásticos e turísticos, porque já não dispensam os lucros que auferem, com a sua continuidade. Cabe à consciência de cada pessoa, a decisão.

 Se a decisão for de cerrar fileiras em torno de Fátima, crescerá, certamente, o ódio, pior, o ostracismo contra o mensageiro que assina este Livro-radiografia. Não só. Também contra a inteligência humana. Contra a Ciência. Contra a Fé e a Teologia de Jesus. Contra a Igreja movimento de Jesus. Contra a Humanidade fundada na verdade, na liberdade, na dignidade. Nada que eu, como presbítero-jornalista, já não conheça, já não sofra na pele. Haverá, certamente, muitas outras pessoas, crentes e não crentes, que abraçarão a mensagem e trabalharão generosamente para dá-la a conhecer, debater.

Neste mundo do terceiro milénio, há lugar para a Sabedoria (cada vez menos) e para a Demência (cada vez mais). Os velhos dogmatismos estão a passar de moda. Os cristianismos religiosos também. Permanecem por agora alguns resíduos que contribuem decisivamente para dar poder aos cristianismos financeiros e seus dogmatismos, cada vez mais imparáveis. Destes, aflijo-me eu, sobremaneira. Daqueles, nem por isso. Acabarão por definhar, por falta de praticantes. É uma questão de tempo.

Felizmente, a Morte que nos acompanha desde a concepção, quando finalmente acontecer no viver histórico de cada qual, como porta de acesso à vida sem ocaso, limpa todos os tipos de joio que, por agora, se fazem passar por trigo. Aparecerá, então, em todo o seu esplendor, a matriz única e irrepetível de cada uma, cada um de nós. Como seres humanos, somos o que seremos. Como inequivocamente nos revela o ser-viver histórico, entre meados do ano 28 e Abril do ano 30, de Jesus, o filho de Maria, hoje, Jesus Século XXI, presente neste Livro-radiografia de Fátima, da primeira à última das suas 288 páginas, em duas partes – Fátima 1 e Fátima 2 – e em cada um dos seus 14 capítulos, 10, na primeira parte, 4, na segunda parte. Boa leitura-estudo. Bons e fecundos debates com ele como ponto de partida e de chegada.

 Em jeito de conclusão deste meu depoimento, permitam-me que partilhe aqui o primeiro parágrafo com que abre o Capítulo 1 do Livro. Deixem-se surpreender. Eis: “Com data de 13 de Agosto de 1992, precisamente, 75 anos depois do dia 13 de Agosto de 1917, o mês em que não houve qualquer “aparição” na Cova da Iria, e os milhares de pessoas crédulas em tudo o que cheire a “milagre”, na sua esmagadora maioria, pessoas iletradas e desprovidas de um mínimo de consciência crítica, ficaram furiosamente frustradas (as 3 crianças estavam, naquele dia e naquela hora, a brincar em casa do administrador do Concelho de Ourém), o Bispo de Leiria-Fátima, Alberto Cosme do Amaral, assina o texto de apresentação do 1.º volume da Documentação Crítica de Fátima.”

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