Selecção e tradução de Júlio Marques Mota
Falemos de Palmira, falemos de civilização
PALMIRA: A NOSSA VERGONHA!
Para não ajudar Assad sacrifica-se Palmira
Jean Bonnevey, PALMYRE: HONTE A VOUS ! Pour ne pas aider Assad, on a sacrifié Palmyre
Revista metamag.fr,, 24 de Maio de 2015
Poder-se-ia ter parado com os maometanos fanáticos do Exército Islâmico em Palmira.
Não se fez assim e por uma só razão. Era politicamente incorrecto vir ajudar o presidente Assad. Mas moralmente mais inaceitável para os aliados, entre os quais a França, é o abandono aos autores de um verdadeiro genocídio e saqueadores da cultura de um tesouro mundial. A história, se não for escrita unilateralmente, julgará esta atitude.
Assad deixou à coligação a sua escolha. Ele abandonou Palmira sem combater. Alguns alegram-se com o facto porque na opinião deles este mesmo facto é um sinal do desmoronamento do regime de Damasco. Um desmoronamento que seria catastrófico e entregaria a Síria aos nossos piores inimigos. O Irão, contudo, não o deixaria fazer. Os Iranianos são no momento os nossos aliados como a Rússia a quem foi solicitada ajuda por Bagdad. Nós estamos, europeus, actualmente aos lados daqueles que, de Washington à Riade, gritam contra Daech (Estado Islâmico) e preferem finalmente a sua vitória à sobrevivência do arco chiita.
Palmira vai pagar o preço disto.
Os djihadistes entraram no mesmo dia no museu, “quebraram as réplicas feitas em gesso que representavam pessoas que viveram há 100.000 anos e voltaram na sexta-feira, fecharam as portas e puseram guardas nas portas”, indicou Maamoun Abdelkarim aquando de uma conferência de imprensa em Damasco, afirmando ter obtido estas informações de habitantes de Palmira. Sublinhou que “não restava quase nada no museu”, situado na cidade fora do sítio arqueológico.
“Enviamos progressivamente peças antigas para Damasco, mas há peças que são enormes como os sarcófagos (à entrada do museu) que pesam 3 a 4 toneladas e que não somos capazes de as movimentar. É isso que nos inquieta “, disse ele em referência aos sarcófagos em alto relevo romano-bizantino que representam geralmente um chefe de família, a sua mulher e as suas crianças
Maamoun Abdelkarim desejou que a comunidade internacional “desse o seu apoio para salvar ”Palmira”. Vamos reflectir sobre medidas a tomar para os impedir de destruir o património cultural sírio”, acrescentou. Que se pode dizer mais? E que vão dizer os democratas, defensores autoproclamados das civilizações contra a barbárie?
Eles preferem ao tirano que tolera as igrejas os islamitas que queimam os cristãos… Más escolhas políticas e deslealdade moral !
Jean Bonnevey, Revista Metamag, PALMYRE : HONTE A VOUS ! Pour ne pas aider Assad, on a sacrifié Palmyre. Texto disponível em:
http://www.metamag.fr/metamag-2938-PALMYRE–HONTE-A-VOUS-.html



