EDITORIAL- A FIFA, NINHO DE CORRUPTOS

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Aquilo a que chamamos corrupção, ou seja, a perversão das leis em favor de interesses privados com vista à apropriação ilícita de bens, tem nos dias de hoje (e talvez tenha sido sempre assim, sob formas diferentes) zonas do poder onde aloja os seus ovos sempre prontos a eclodir e a espalhar as suas larvas. É assim na Europa e no Mundo. No plano mundial, dois covis da corrupção são o Vaticano e a FIFA.

A sede de uma religião com mil e duzentos milhões de fiéis, um sexto da população mundial, a Santa Sé, tem sido desde há anos palco de múltiplas violações das leis – sobretudo de escândalos financeiros e de casos de pedofilia; quanto à FIFA,  é o centro de uma modalidade praticada em quase todo o mundo, com cerca de 450 milhões de adeptos, para muitos dos quais o futebol é uma verdadeira religião e revela-se agora aquilo de que há muito se desconfiava – a FIFA alberga situações de corrupção com muitos dirigentes a enriquecer com base em negócios escuros,

A Santa Sé e a FIFA, constituem “nichos ecológicos” apetecíveis para instalar centros operacionais de mafiosos. E estes não se fizeram rogados.

Nada temos contra a religião católica, contra a fé genuína de muitos crentes. Nada temos contra FIFA e a maioria de nós gosta de futebol.  Temos tudo contra a corrupção. Oxalá o recente escândalo que veio chamar a atenção para o que se passa em Zurique, não seja uma manobra de corruptos maiores, denunciando alguns, para poupar o sistema.

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