Selecção e tradução de Júlio Marques Mota
The New World Order A Faustian Bargain
ZeroHedge
Jeff Thomas via Doug Casey’s International Man blog,
Um Pacto com o Diabo: Um acordo em que uma pessoa abandona os seus valores espirituais ou princípios morais a fim obter a riqueza ou outros benefícios. Um negócio com o diabo.
Um bom negócio à Dr. Fausto
O argumento sobre a existência de uma elite, que pretende controlar o mundo inteiro sob uma Nova Ordem Mundial como um iô-iô gigante, tem estado presente desde há muito tempo. Não surpreendentemente, os eventos criados pelos dirigentes mundiais de todos os matizes, nos últimos anos, tem dado origem a uma crescente crença na probabilidade da existência de uma tal tentativa de criar uma Nova Ordem Mundial.
Existem dois grandes perigos na tentativa de descrever este esforço sentido como sendo secreto, e eles estão em lados opostos do espectro:
a) ser tão ingénuo ao ponto de considerar que não existe nenhum conluio entre os diversos grupos de líderes no sentido de promover os seus respectivos objectivos.
b) simplificar tais alianças de modo a sugerir que há um plano de mestre da elite que todos os membros implicitamente aceitam e seguem em todos os seus aspectos.
Hipótese A
Em todos os países, os cidadãos estão acostumados a tais actos de conluio como, por exemplo, quando todos os fornecedores de gasolina aumentam o seu preço pelo mesmo montante, da noite para o dia . Alguns indivíduos ainda duvidam que duas empresas se possam reunir com antecedência para chegar a acordo sobre o aumento dos preços.
O mesmo tipo de conluio pode ser esperado entre bancos e governos, etc. No entanto, a maioria das pessoas, qualquer que seja o considerando, parece acreditar que os partidos políticos que estão no poder não conspiram no seu próprio interesse colectivo e contra os melhores interesses dos seus respectivos eleitores.
Da mesma forma, é improvável que aceitem que o fascismo existe no seu país, da mesma forma que acham improvável que os membros do seu partido favorecido pactuem com as indústrias. Além disso, a maioria das pessoas parecem não acreditar que os líderes do seu próprio país conspiram com os dirigentes dos países inimigos, e de modo que pode gerar prejuízos ou perigo para o próprio povo. Isso é ingenuidade. Tais conluios são a norma e não a excepção.
Hipótese B
Aqueles que tendem a estar melhor informados, prontamente reconhecem que o conluio existe em todos os casos acima referidos, de uma maneira ou outra. Se este segundo grupo erra, está muitas vezes na hipótese oposta — na hipótese em que o conluio é abrangente.
Não pode haver dúvidas de que se está a procurar alcançar uma Nova Ordem Mundial por alguns dirigentes — isto foi tornado claro para pelo menos há uma centena de anos por muitos que se consideram como uma elite. É, portanto, um segredo de polichinelo. Como afirmado por David Rockefeller em suas memórias:
“Alguns ainda acreditam que fazemos parte de uma cabala secreta a trabalhar contra os interesses dos Estados Unidos, caracterizando-me a mim e à minha família como ‘internacionalistas’ e como andar a conspirar com os outros por todo o mundo para construir uma estrutura política e económica global mais integrada — um mundo, se preferirmos. Se a acusação é esta, declaro-me culpado e tenho orgulho disso.”
Mas o erro mais comum entre aqueles que se opõem a uma Nova Ordem Mundial é a extensão em que eles acreditam que a conspiração existe. Muitos acreditam que o conluio é total. Ou seja, que há um Plano Mestre entre os dirigentes mundiais (os Presidentes dos Bancos Centrais, o grupo de Bilderberg, os líderes das nações mais poderosas — ou o gang constituído por todos eles — a escolha é vossa) com o qual todos os membros concordam seja em detalhe seja na sua totalidade.
Ainda assim, quando qualquer adversário da Nova Ordem Mundial vai contra a mais recente mudança sentida à volta das posições da elite, surge a pergunta, ” considera realmente que essas pessoas estão tão unidas que várias centenas deles se reúnem semanalmente em torno de uma mesa de conferência para decidir quem vitimizar esta semana?” e muitos dirão que não, que eles podem agir em concerto mas nunca numa forma tão concertada..
Opção C
Então, haverá uma terceira percepção que diz respeito àqueles que estão em posições elevadas, e em que se considera que conspiram em grande escala? Na minha opinião há.
Na minha experiência em lidar com dirigentes políticos (e aspirantes a políticos) de várias jurisdições, verifiquei que havia uma consistente sociopatologia (por definição, o desejo de domínio sobre os outros, uma imerecida autoconfiança, falta de empatia, de um senso de jurisprudência, de consciência, etc.). Se eles são deputados britânicos do Parlamento ou membros do Congresso americano, eles tendem a exibir os mesmos traços sociopatas.
Os sociopatas são atraídos para a liderança política por razões óbvias. Primeiro, eles são propensos aos conluios, sempre que eles reconheçam que isso os pode favorecer ainda mais nos seus interesses (acordos com um pequeno grupo de indivíduos que permita a dominância sobre outros, sobre maiores grupo de indivíduos). E isso, claro, encaixa-se na hipótese B.
O problema é que a mesmo sociopatologia levaria os mesmos indivíduos a procurar dominar-se mutuamente. Sim, eles podem entrar em acordos entre si, mas mesmo no que fazem eles planeiam desviar-se desses mesmos acordos.
Qualquer acordo sobre o aumento de poder definindo a posição de cada um à mesa, pode ser estabelecido, mas imediatamente depois, cada um irá começar a competir por um lugar melhor. Além disso, qualquer que seja a ordem do dia acordada, cada um já teria uma agenda secundária para seu próprio benefício, mesmo enquanto o acordo está a ser estabelecido.
Qualquer tentativa de uma Nova Ordem Mundial, se fosse para ter sucesso na criação de um domínio unificado, nunca chegaria à fruição plena, com tantos indivíduos a conspirar desde o início para obterem um pedaço maior do bolo.
No que se refere ao desejo de seguir um Grande Plano, não estamos a descrever os mansos bebedores de Kool-Aid de Jonestown, Guyana[1], cuja vontade em seguir um plano de mestre foi inquestionavelmente devido à sua muito baixa auto-estima. Estamos a descrever aqueles que têm uma maquilhagem mental no sentido oposto a estes mansos bebedores— aqueles que são compulsivos no seu desejo de dominação sobre os outros (primeiro os seus subalternos, depois os seus parceiros).
Além disso, cada um irá promover a sua própria esfera de poder. Um banqueiro procura que os meios de controle a ter sobre o grupo estejam baseados na economia; um general procuraria que os seus meios de controle estejam militarmente apoiados; etc.

