REVISTA DA SEMANA por Luís Rocha

revista semana

Revista da semana

De 05/07 a 11/07/2015

Grécia

Já ao final do dia de ontem (23:06h) o jornal público informou:

“ Reunião do Eurogrupo chegou ao fim. Por esta noite. E sem conclusões – a não ser que o filme de domingo vai ser muito semelhante ao que passou este sábado.

Os responsáveis voltam a reunir-se na manhã de domingo, anunciou o ministro das Finanças da Finlândia, Alexander Stubb.

Em seguida apresentou um resumo do dia:

A reunião dos ministros das Finanças da zona euro começou com algum optimismo, mas a Alemanha fez mais exigências à Grécia e a Finlândia quer mesmo travar as negociações.

A reunião do Eurogrupo começou na tarde deste sábado com sinais de esperança, mas tornou-se claro que os outros 18 ministros da zona euro ainda não confiam no governo da Grécia. Mais do que medidas adicionais (que também estão a ser exigidas), os responsáveis exigem que Atenas aprove ainda este fim-de-semana leis que garantem o cumprimento de promessas já feitas.

O ponto mais baixo surgiu a meio da tarde, quando o jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung noticiou que o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, desenhou um plano com dois caminhos possíveis para a Grécia: ou se comprometia com ainda mais austeridade, ou ficaria de fora da zona euro por pelo menos cinco anos – um “Grexit temporário”.

Os mais duros nas negociações deste sábado são os finlandeses, cujo governo está amarrado ao partido eurocéptico e nacionalista Verdadeiros Finlandeses. O governo liderado por Alexander Stubb considera que não há sequer condições para discutir um novo empréstimo à Grécia.

Ler em:

http://www.publico.pt/n1701727

Ontem, como previsto o Eurogrupo reuniu em Bruxelas tendo o jornalista João Carlos Malta compilado no artigo que se segue de declarações feitas por alguns dos participantes:

E agora Grécia? Saiba tudo o que se disse à porta do Eurogrupo

Foto: OLIVIER HOSLET/EPA

Momentos antes da entrada para a reunião do Eurogrupo, que decorre este sábado à tarde em Bruxelas, houve tempo para a antevisão do que será a reunião que junta os ministros das Finanças dos vários países da zona euro.

E houve declarações para todos os gostos, mas nenhuma que resuma tão bem o ambiente geral como a de Edward Scicluna, ministro das Finanças de Malta: “Há quem esteja muito céptico e outros que estão menos”.

Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças da Alemanha: “Estas vão ser negociações extremamente difíceis. Não estamos dispostos a aceitar cálculos irrealistas(…) Sabemos que um perdão da dívida não é possível, de acordo com os tratados europeus.”

Joroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo: “Vai ser um encontro bastante difícil. Ainda há algumas questões para resolver no plano das mudanças na fiscalidade e nas reformas.”

“E há a questão da confiança. Poderemos confiar no Governo grego para implementar o que propõe?”[Como é que podem provar que são de confiança?] Têm de ouvir as instituições e mostrar o seu comprometimento para implementar as propostas.

Christine Lagarde, directora-geral da FMI: “Estamos aqui para fazer muitos mais progressos”.

Michel Sapin, ministro das Finanças de França: “O Governo grego demostrou coragem ao apresentar estas propostas ao Parlamento e as instituições consideram-nas uma boa base de discussão.”[…]

Valdis Dombrovskis, comissário europeu para o Euro: “Estamos claramente a fazer progressos. A proposta do Governo grego está muito mais de acordo com que eram as linhas propostas pelas instituições internacionais antes do referendo (…)

Pierre Moscovici, comissário europeu para os Assuntos Económicos“Nós dissemos em conjunto que este programa de reformas pode constituir uma base de trabalho para um novo programa de resgate do Mecanismo Europeu de Estabilidade.[…]

Eric Wiebes, ministro das Finanças da Holanda: “Os gregos deram claramente um passo em frente. Mas os credores mantêm uma posição critica, o plano em algumas áreas é mais fraco do que devia ser. […]

Hans Jorg Schelling, ministro das Finanças da Áustria: [Há progressos?] “Sim e não”. Há detalhes que estão em falta. As probabilidades de alcançar um acordo são de 60%”.

Pier Carlo Padoan, ministro das Finanças de Itália: “A ideia é iniciar as negociações tendo por base o Mecanismo Europeu de Estabilidade… Estamos aqui todos de mente aberta. Estamos no início das negociações e não com a ideia de aqui alcançar já um acordo espectacular”.

Peter Kazimi, ministro das Finanças da Eslováquia: “Eu vejo com grandes reservas o problema da sustentabilidade da dívida grega. Vamos ver o que é que as instituições trazem à mesa.”

Michael Noonan, ministro das Finanças da Irlanda: “Tudo é mais difícil de implementar se a maioria estiver diminuída. Enquanto eles tenham maioria creio que eles devem avançar com as reformas ”.

Edward Scicluna, ministro das Finanças de Malta: “Há quem esteja muito céptico e outros que estão menos”.

Luís de Guindos, ministro das Finanças de Espanha: “A credibilidade está a um nível muito baixo, mas eu espero que o ‘Grexit’ não ocorra. A proposta grega prioriza apenas as acções a tomar, e um novo memorando tem de ser preparado se as negociações avançarem”.

Ler em:

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=26&did=193299

Passos Coelho que não foi à reunião declarou, conforme noticiado no Económico/Lusa

O primeiro-ministro recusou hoje a possibilidade de um perdão de dívida à Grécia e alertou que o tempo para alcançar um proposta adequada para que o país tenha acesso a um terceiro resgate está a escassear.

Ler em:

http://economico.sapo.pt/noticias/passos-recusa-perdao-da-divida-grega-e-diz-que-tempo-esta-a-escassear_223450.html#at_pco=smlrebv-1.0&at_si=55a160a62d6e792d&at_ab=per-2&at_pos=5&at_tot=8

Também Rajoy (o primeiro ministro espanhol) declarou, conforme noticiado pelo Económico Lusa

“Caso o acordo seja alcançado, será pior do que o anterior”

O chefe do executivo espanhol assinalou que a Grécia é um exemplo de como se pode arruinar a recuperação de um país,

O presidente do Governo espanhol mostrou-se hoje confiante na possibilidade de ser alcançado um acordo entre a Grécia e as instituições europeias, para um terceiro resgate, embora pior para Atenas do que o anterior.

[…]

“Todos desejamos [esse acordo] do fundo do coração”, assegurou, antes de expressar a sua convição de que deverá “ser pior que o anterior”, ou seja, num contexto menos favorável para a Grécia, e advertir que “não se vai recuperar o tempo perdido, nem reparar os danos causados”.

[…]

“Isso era a Grécia há seis meses”, recordou, observando que, após a chegada do Syriza ao Governo, o país entrou novamente em recessão, à espera de um terceiro resgate e com uma economia “estrangulada”, por falta de financiamento e reformas.

A tudo isto – acrescentou – os cidadãos gregos passaram a ter de formar filas diante das caixas multibanco, para “conseguir uns euros para passar o dia”.

Ler em:

http://economico.sapo.pt/noticias/rajoy-caso-o-acordo-seja-alcancado-sera-pior-do-que-o-anterior_223459.html

Os resultados do referendo de domingo (5/7/2015) na Grécia, contrariaram as sondagens de uma forma bastante expressiva o que, face à realidade, põe em causa eventual manipulação das mesmas, no sentido de mostrar um povo divido e confundir assim a sua decisão de voto.

A percentagem de votantes 62,5% revelou uma participação massiva, pese embora as posições de alguns partidos que apelavam à abstenção, como foi o caso do Partido comunista grego, entre outros.

A informação oficial reporta:

Registered    9.858.508

Reporting      100,00 %

Voted             62,50 %

Invalid/Blank               5,80 %

            NÃO   61,31 %

            SIM    38,69 %

 

Sobre o resultado do referendo Rui Tavares Guedes/Visão escreveu um artigo com o título

Cinco lições do referendo grego

Se há povo na Europa orgulhoso do seu passado, da sua cultura, dos seus costumes e da sua identidade, é o grego. E isso nunca poderá ser menosprezado

Os gregos são um povo orgulhoso

Só mesmo quem não conhece a Grécia e o seu povo é que pode ter ficado surpreendido com o resultado deste referendo. Ao contrário do muito que foi dito e escrito levianamente em Portugal, na última semana, a Grécia é um país com uma forte identidade cultural, onde as pessoas têm uma grande identificação com a história do país e em que existe, ainda por cima, uma ampla tradição de combate político. Sei que, entre nós, há muitos que insistem em olhar para os gregos como uma espécie de coitadinhos e pobretranas  da Europa, sem lugar onde cair mortos.

[…]

Se há povo na Europa orgulhoso do seu passado, da sua cultura, dos seus costumes e da sua identidade, é o grego. E isso nunca poderá ser menosprezado.

[…]

A crise na Europa é política e não económica

Depois de tantos anos a reduzirmos o debate a percentagens do défice, a indicadores económicos e a crescimentos do PIB, se há vantagem que o referendo grego trouxe foi a necessidade de repensar o debate europeu na política. Na verdadeira política: como se promove a autêntica União Europeia? O que deve ser uma união monetária? Como se promove a solidariedade como projeto europeu? Como manter a diversidade cultural num mesmo projeto de futuro? Que lugar existe para a diferença de opiniões numa mesma união política? Mal ou bem, isso agora não interessa, o referendo europeu e o seu resultado claro obrigaram a que todas essas questões viessem de novo para o debate central da política europeia.

[…]

A sobrevivência do euro depende dos políticos e não dos mercados

Todo este imbróglio da crise grega deixou a moeda única europeia enfraquecida e vulnerável a qualquer ataque especulativo. […] A verdade é que as instituições europeias têm, ainda, todas as soluções ao seu alcance para resolver a crise e proteger o euro não só como moeda corrente e forte para 19 países, mas sobretudo como projeto de unificação e de paz europeia. Basta, para isso, que comece a olhar para o problema com uma visão alargada e tolerante, e menos preconceituosa e partidária. Foi isso que disseram, aliás, nos últimos dias, anteriores presidentes da comissão europeia, como Jacques Delors e Romano Prodi. Será que ainda alguém os ouve? A verdade é que o grito da “pequena” Grécia fez-se ouvir na “grande” Europa.

A política é um jogo fundamental nas nossas vidas

Não vale a pena continuarmos todos a enganar-nos e a pensar em ser só  “bons alunos”. Mesmo que possam vir a perder tudo o que apostaram, Tsipras e Varoufakis souberam trazer o debate europeu de volta para a política. Para a grande política – onde todos jogam com o máximo de armas que cada lado possa reunir, com declarações arrebatadoras de “vitória ou morte”, por mais exageradas que possam parecer.

 […]

Ler mais: http://visao.sapo.pt/cinco-licoes-do-referendo-grego=f824755#ixzz3fW9e1r00

Seguiu-se uma semana atribulada, que começou com o a apresentação de demissão (logo no dia 6) do ministro das Finanças. Na minha opinião uma jogada já prevista pois a sua batalha já tinha surtido o efeito desejado. Após a “surpresa” veio a chantagem imediata dos credores: “não há mais dinheiro”. Os Bancos fecharam e limitou-se o valor de levantamento diário (multibanco para 60 €), com o “ultimatum” da Grécia apresentar medidas para a situação.

O Governo reiniciou negociações e o parlamento grego aprovou as propostas a apresentar no Eurogrupo.

A maioria parlamentar de que Alexis Tsipras necessitava para poder defender perante os credores o pacote de medidas entregue ao Eurogrupo e à Comissão Europeia na quinta-feira, foi alcançada no hemiciclo grego eram já 2 horas da madrugada deste sábado, 4 horas em Atenas. Um total de 251 deputados votaram num “Sim” à negociação das medidas com as instituições da ‘troika’, 32 votaram contra, oito abstiveram-se e nove não marcaram presença.

[…]

A votação esmagadora a favor do plano do Executivo não significa, contudo, que Alexis Tsipras tenha conseguido conquistar a solidariedade de todo o Syriza.

[…]

Os próximos passos serão dados durante este fim-de-semana. Primeiro, uma reunião do Eurogrupo, em que Euclid Tsakalotos representará, enquanto ministro das Finanças, o Governo de Alexis Tsipras.

Depois, no domingo (hoje), a cimeira com os chefes de Estado e Governo de todos os países da União Europeia – Jean-Claude Juncker afirmou, aquando da marcação dos trabalhos do fim-de-semana, nos quais ou há acordo, ou um ‘Grexit’, que este é um tema relevante para toda a União, pelo que todos os países teriam de estar na cimeira.

Ler em:

http://economico.sapo.pt/noticias/parlamento-grego-aprovou-propostas-e-agora-cabe-a-europa-impedir-o-grexit_223441.html

Conheça o novo plano da Grécia para evitar a saída do euro (Noticia do Económico 2015/07/10)

Para ter acesso aos 53,5 mil milhões do novo resgate, Atenas apresentou um plano que parece não ser muito diferente do que foi rejeitado no referendo

Atenas enviou ontem aos credores as suas propostas em troca de um resgate financeiro de 53,5 mil milhões de euros, que esta manhã enfrentam a votação em plenário do Parlamento grego.

[…]

Num documento de 20 páginas colocado no site do parlamento e que pode ser consultado aqui, o executivo de Alexis Tsipras requer o acesso a ajuda financeira ao abrigo do Mecanismo Europeu de Estabilidade, comprometendo-se a pôr em prática a partir de segunda-feira uma série de medidas de natureza fiscal e nas pensões.

Orçamento rectificativo para 2015 e estratégia fiscal 2016-2019 para chegar a 2018 com um excedente primário de 3,5% do PIB;

1) Reforma do IVA:

2) Medidas estruturais orçamentais:

3) Reforma de pensões

4) Função Pública, Justiça e luta anti-corrupção

5) Fisco

6) Sector Financeiro

7) Mercado de trabalho

8) Mercado de produtos e serviços

9) Privatizações

Ler em:

http://economico.sapo.pt/noticias/conheca-o-novo-plano-da-grecia-para-evitar-a-saida-do-euro_223344.html

Dado o interesse para toda a Europa e para os portugueses em particular, ninguém pode alhear-se da situação dos gregos e das consequências do referendo. Sobre o tema leia-se o artigo da autoria de Lluís Bassets publicado dia 08/7 no “ElPais”:

Atenas y las revanchas de la historia

El ‘Grexit’ remite al inicio de la guerra fría, cuando Truman retuvo a Grecia en el bloque occidental

Valen los argumentos que aporta la memoria, pero debidamente situados en el paisaje de su tiempo. Sí, en 1953 Alemania vio condonado un 62% de su deuda, gesto imprescindible para el milagro económico y base de partida de la primera superpotencia geoeconómica europea de hoy.

El mundo se hallaba entonces en plena guerra fría, un régimen de competencia menos pacífica de lo que parece entre la Unión Soviética y los Estados Unidos, con el mapamundi dividido en dos áreas de influencia, acordadas en la cumbre de Yalta, en 1945, a pocos meses de la victoria sobre Hitler. Y esa guerra fría había empezado a partir de otra guerra caliente nada menos que en Grecia, en la que se enfrentaron desde 1946 hasta 1949 el Gobierno monárquico instalado por los aliados y las guerrillas comunistas que habían combatido al nazismo, apoyadas por Albania, Yugoslavia y Bulgaria.

[…]

Grecia sigue todavía en cabeza, aunque por otros motivos: primer país de la OTAN y de la UE en suspender pagos al FMI; primero en vías de salida del euro, la moneda que iba a ser irreversible. Y en un momento político especial en la dinámica del poder mundial: cuando regresan unos aires de guerra fría que refrescan la memoria acerca de los motivos de Washington para proteger a Grecia y de los motivos de Grecia para obtener sustanciosos beneficios de la Doctrina Truman.

Ler em:

http://internacional.elpais.com/internacional/2015/07/08/actualidad/1436380543_469671.html

Ainda sobre a Grécia não deixa também de ser interessante o artigo da autoria de Inês Rapazote (artigo publicado na VISÃO 1165, de 9 de julho)

Protagonistas da Guerra das Estrelas

O futuro da Grécia – da Zona Euro e da própria Europa, tal como a conhecemos – está nas mãos de seis jogadores. Quem será o protagonista do próximo lance?

Alexis Tsipras, o missionário antiausteridade

Foi acusado de ser o responsável pela recessão profunda da Grécia (a economia grega estava a crescer, em janeiro, e agora espera-se que caia 3%) e da destruição do sistema bancário do país. Mas foi também, contra tudo e contra todos, o grande vencedor do referendo. […]

Angela Merkel, a ‘dominatrix’

A chanceler alemã foi a grande derrotada do referendo grego. Não porque tenha defendido, mais do que os restantes parceiros, um acordo entre a Europa e Atenas, mas porque tem sido apresentada como a face mais visível da austeridade – ou a “dominatrix da austeridade”, como lhe chamou a revista alemã Der Spiegel.  […]

Mario Draghi, o rico amigo dos pobres

Embora seja o menos político dos atuais atores europeus, o presidente do Banco Central Europeu revelou-se o mais político de todos eles. Tem levado os estatutos do BCE ao limite da legalidade para, através da compra de dívida, ajudar os países em dificuldade. […]

Christine Lagarde, o elemento descartável?

Mostrando-se intransigente e com uma certa arrogância (disse que só voltaria a negociar com “adultos dentro da sala”), Lagarde foi a primeira credora a não receber o reembolso de quase 1,6 mil milhões de euros dos gregos. Mas pior ainda é o resto.[…]

Jean-Claude Junker, o construtor de pontes

Demorou a reagir à derrota europeia de domingo, 5. Não apareceu no Eliseu, onde Hollande e Merkel reuniram, segunda-feira, 6. Nesse mesmo dia, coube ao seu vice-presidente, Valdis Dombrovskis, lidar com os jornalistas, numa conferência sobre a situação. E, questionado, disse que Junker estava muito ocupado a falar com os líderes das instituições europeias. Estranhou-se que, depois do seu discurso inflamado, a apelar aos gregos para votarem “sim”, que não se suicidassem por terem “medo da morte”, se recolhesse. […]

François Hollande, o mediador Berlim-Atenas

Numa carta aberta, a esquerda francesa acusou o seu Presidente de passividade no desenrolar da crise grega. Hollande chamou, então, os críticos e esclareceu que o seu papel era o de mediar, discretamente, as relações entre Atenas e Berlim. […]

Ler em:

http://visao.sapo.pt/protagonistas-da-guerra-das-estrelas=f825277#ixzz3fVuD2fiZ

Vamos portanto aguardar as declarações das eventuais conclusões da reunião de hoje (12/07/2015).

Passando agora para as notícias nacionais o acontecimento de maior relevância foi a da morte de Maria Barroso. Entre os vários artigos publicados pelos meios de comunicação social destaco o que foi publicado pelo Expresso da autoria de Paulo Paixão no dia 7/7/2015

Maria Barroso. Uma vida cheia e de liberdade

Maria Barroso encontrou em Mário Soares a mesma vontade de intervir no mundo

A ex-primeira-dama, que recentemente fez 90 anos, faleceu esta madrugada na sequência de um “coma profundo”. Não foi só na hora do casamento que a sua vida se cruzou com a liberdade

[…]

Nasceu em Olhão, em 1925, sendo a quinta de sete filhos de um oficial do Exército e de uma professora primária. O pai, contestatário, foi várias vezes detido; passou mesmo o 74º aniversário nos calabouços da PIDE, sujeito à tortura do sono. Um irmão de Maria de Jesus, professor de Matemática na Faculdade de Ciências de Lisboa, seria afastado da universidade por razões políticas.

Foi em recitais de poesia pelo país fora, quando iniciativas culturais eram por vezes a melhor forma de resistência ao fascismo, que Maria Barroso se destacou nos meios da oposição.

Nem mordaças nem algemas

Um dos textos mais declamados era “Prometeu”, do poeta Joaquim Namorado. “Abafai meus gritos com mordaças,/ maior será a minha ânsia de gritá-los!/ Amarrai meus pulsos com grilhões,/ maior será minha ânsia de quebrá-los!/ (…) Que aqui ninguém se entrega/ — isto é vencer ou morrer”, disse muitas vezes Maria de Jesus.

Outros dos hinos mais vezes entoados (como recentemente lembrou no “Público” o jornalista e académico António Valdemar, velho amigo da família Soares) eram “Ode à Liberdade”, de Jaime Cortesão, e “Soneto Imperfeito”, de Sidónio Muralha. Deste, muitas vezes gritou Maria Barroso: “Já não há mordaças, nem ameaças, nem algemas/ que possam perturbar a nossa caminhada,/ em que os poetas são os próprios versos dos poemas/ e onde cada poema é uma bandeira desfraldada”.

[…]

Em 1944/45, a par da Faculdade de Letras de Lisboa, onde cursa Histórico-Filosóficas, frequenta o Conservatório, o que lhe abriria as portas do teatro. Em 1948, em “A Casa de Bernarda Alba”, de Lorca, estica a corda. Os palcos ficam-lhe vedados.

Nuno Botelho

Apesar do sólido percurso individual, o protagonismo de Maria Barroso na oposição é, naturalmente, indissociável da caminhada que passa a fazer ao lado de outro estudante da faculdade, Mário Soares. Casam-se em 1949, quando o noivo está mais uma vez à guarda da PIDE, no Aljube.

[…]

Em 1969, é candidata a deputada pela Oposição Democrática. Em 1973, participa no III Congresso da organização, em Aveiro, tendo sido a única mulher a fazê-lo.

É também a única mulher fundadora do PS, em 1973, na Alemanha. Vai de Portugal para Bad Munstereifel como depositária dos votos dos elementos da Ação Socialista Portuguesa (ASP) que ficam no nosso país.

[…]

O 25 de Abril de 1974 encontra o casal Soares em Bona. É Maria de Jesus quem atende o telefonema da notícia há muito esperada: caída a ditadura. Em democracia, é eleita quatro vezes deputada nas listas do PS (entre 1976 e 1983).

Não é só na defesa da liberdade que Maria Barroso tem uma vida cheia.  Após a saída de Soares de Belém, dá expressão à solidariedade, na presidência da Cruz Vermelha Portuguesa, primeiro, e na Fundação Pro Dignitate, atualmente. Nas últimas décadas, e até ao presente, envolve-se na luta contra a xenofobia, a exclusão social e a violência.

O futuro permanece na mira dos seus olhos. “Apesar de o meu passado ser já tão longínquo (…), só penso [nele] para ver o que não fiz e ainda posso fazer”, disse recentemente, na entrevista ao “i”.

E termina: “Estou preocupada. Preocupada com o nosso país, com a Europa e com o mundo. Mas tenho sempre a esperança de que seja possível melhorar a situação para que as gerações futuras possam viver em sociedades tolerantes, solidárias e pacíficas”.

Ler em:

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-07-07-Maria-Barroso.-Uma-vida-cheia-e-de-liberdade

Na área politica o destaque via para as sondagens efectuadas sobre as legislativas em Portugal

Sondagem da Eurosondagem para o Expresso e a SIC relativa a Julho mostra os socialistas a liderarem nas intenções de voto. Mas a coligação sobe e aproxima-se do partido de Costa

FOTO NUNO BOTELHO

Artigo de Martim Silva

A três meses das eleições legislativas, o PS continua à frente das intenções de voto na sondagem da Eurosondagem para o Expresso e a SIC, embora tenha este mês perdido vantagem face aos partidos da coligação PSD/CDS.

A vantagem de Costa está nesta altura em cerca de dois pontos percentuais.

Em terceiro lugar aparece destacada a CDU, com o Bloco de Esquerda a grande distância.

Entre os partidos mais pequenos, Livre e o PDR, de Rui Tavares e Marinho Pinto, respetivamente, aparecem com votações que merecem realce.

Em relação ao índice de popularidade, António Costa tem este mês uma boa notícia, dado que melhora aos olhos dos portugueses e mantém-se destacado como o líder político com melhor saldo entre opiniões positivas e negativas.

Passos Coelho e Cavaco Silva também sobem este mês, até sobem mais que Costa, mas mantém-se em terreno negativo.

RESULTADOS GLOBAIS DOS PARTIDOS: PS-28,8%; PSD/CDS-27,1%; CDU-8%; BE-3,8%; PDR-1,9%; Livre-1,5; Outros-7,3%; NS/NR-21,6%

Ler em

http://expresso.sapo.pt/politica/2015-07-10-Sondagem.-PS-dois-pontos-a-frente-da-coligacao-PSD-CDS

Sondagem feita pela Intercampus para o jornal “Público”, a TVI e a TSF, coloca PS à frente de PSD-CDS, mas sem maioria absoluta

Se as eleições fossem hoje a vitória eleitoral caberia aos socialistas. Mas a margem não chega aos 5%. 09-07-2015 7:17

O Partido Socialista está 4,9 pontos percentuais à frente da coligação PSD-CDS, segundo a última sondagem sobre as legislativas feita pela Intercampus.

Os inquiridos defendem categoricamente um Governo de maioria e um Presidente da República diferente, e concedem 37,6% para o PS, 32,7% para a coligação da maioria.

A projecção dos resultados sobre intenções de voto da sondagem em urna feita pela Intercampus para o jornal “Público”, a TVI e a TSF foi publicada esta quinta-feira. O trabalho de campo decorreu entre 26 de Junho e 4 de Julho.

De acordo com o jornal, “se as eleições fossem hoje a vitória eleitoral caberia do PS, já que nesta sondagem a margem de erro máximo de amostragem considerado pela Intercampus é de mais ou menos 3,1%”.

A CDU surge com 11% e o BE com 6%. Descontando os indecisos e os abstencionistas, os outros partidos somam 6,7% e os votos brancos ou nulos atingem os 5,9%.

Há quatro anos, a última sondagem feita pela Intercampus e editada pelo “Público”, a TVI e a Rádio Comercial, colocava o PSD de Passos Coelho (36,5%), 5,4 pontos percentuais à frente do PS de José Sócrates (31,1%).

Ler em:

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=193033

Marcelo: “Perante um resultado destes Passos sairá da liderança do partido”

09 Jul 2015 Económico

Comentador considera que a sondagem da TVI, Público e TSF indica que os portugueses querem “esmagadoramente uma maioria absoluta”, apesar de se estar bastante longe deste cenário

Marcelo Rebelo de Sousa considera que a sondagem da TVI, Público e TSF, que atribui 37,6% de intenções de voto ao Partido Socialista, contra 32,7% para a coligação PSD/CDS-PP, diz que os portugueses querem “esmagadoramente uma maioria absoluta”. O comentador da TVI afirmou, esta quarta-feira, no “Jornal das 8” que, a três meses das eleições, o PS ganha claramente uma dinâmica de vitória em desfavor da coligação.

“Os portugueses querem esmagadoramente uma maioria absoluta, é óbvio que se está longe da maioria absoluta.”

[…]

Marcelo Rebelo de Sousa acredita ainda que, perante um resultado destes Passos sairá da liderança do partido.

“Com um resultado destes, Passos saía logo a seguir.”

Ler em:

http://economico.sapo.pt/noticias/marcelo-perante-um-resultado-destes-passos-saira-da-lideranca-do-partido_223245.html#at_pco=smlrebv-1.0&at_si=55a16148bd03d86a&at_ab=per-2&at_pos=0&at_tot=8

Com as eleições à porta os portugueses continuam a emigrar (voltamos aos anos 60?)

Portugal tem a maior taxa de emigração da União Europeia (08.07.2015/ Lusa/Expresso)

ALBERTO FRIAS

Ao todo são mais de cinco milhões de pessoas de origem portuguesa que se encontram espalhadas pelo mundo, resultado de sucessivas vagas de emigração portuguesa para as Américas, Europa e para as ex-colónias, refere um estudo de Augusto Mateus

Com mais de cinco milhões de pessoas de origem portuguesa espalhadas pelo mundo, Portugal apresenta atualmente a taxa de população emigrada mais elevada da União Europeia (UE28) e é o sexto país em número de emigrantes.

[…]

 

Em 2012, Portugal regista mesmo a segunda taxa de imigração mais reduzida da UE, refere o trabalho, coordenado por Augusto Mateus e que vai ser apresentado esta quarta-feira em Lisboa.

[…]

Vivem hoje no país mais meio milhão de pessoas do que à data de adesão à CEE, mas após registar um máximo populacional de 10,6 milhões em 2008/2010, a população regrediu uma década encontrando-se agora abaixo dos 10,5 milhões.

Menos de 10 milhões

As projeções europeias para 2013/2080, apontam para um cenário em que Portugal terá menos de dez milhões de habitantes até 2030, menos de nove milhões até 2050 e perderá um quarto da sua relevância na população europeia até 2060, evoluindo em linha com a Grécia.

[…]

A população estrangeira, que chegou a multiplicou por mais de cinco vezes desde 1986 e superou um máximo de 450 mil em 2009, recuou mais de 50 mil desde a crise financeira.

Na altura em que Portugal aderiu à CEE, a maioria dos estrangeiros era oriunda das ex-colónias, nomeadamente de Cabo Verde, mas hoje um em cada cinco estrangeiros é oriundo dos PALOP (Países de Língua Oficial Portuguesa), outro do Brasil e outro de Leste.

No contexto do programa de assistência financeira, Portugal foi o nono Estado-membro na UE28 que mais perdeu população (-1%), atrás da Grécia e da maioria dos países do alargamento que encolhem há mais de duas décadas, como Hungria, Bulgária, Roménia, Letónia, Lituânia ou Estónia.

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-07-08-Portugal-tem-a-maior-taxa-de-emigracao-da-Uniao-Europeia

Fala-se na Grécia na situação económica de cada país e em Portugal? Vejamos este artigo, publicado ontem no Económico  (dia da reunião do Eurogrupo),  da autoria de Hugo Bragança Monteiro

Será que podemos reestruturar estas vidas?

Em Portugal há muitas pessoas sem casa ou dinheiro para comer. A crise pôs a nu esses casos. No entanto, parecemos estar, agora, mais preocupados com os pobres gregos do que com os portugueses que dormem na rua.

Vasco, ou senhor Vasco como lhe chamam, tem 47 anos. Não conheço o seu passado ou presente. Não sei o que fez na vida ou se tem família. Não tem casa e pernoita, na rua, na Mouzinho de Albuquerque em Lisboa. Sei-o porque uma amiga, através do Facebook, falou sobre o senhor Vasco no outro dia. Precisava de uma bicicleta, “mesmo que muito velha” para fazer algum exercício. O médico disse-lhe que tinha problemas cardíacos e que umas pedaladas lhe faziam bem. Sei de outro senhor, ali perto do hotel Altis, que dorme à porta de um bloco de apartamentos. Não aceita comida de quem lá vive. Refugia-se nos livros que tem, sempre, consigo. Lá terá as suas razões.

[…]

Felizmente, vão aparecendo associações e instituições que ajudam estas pessoas, com os mesmos direitos e deveres que nós, a sobreviverem. Não vivem. Sobrevivem!

Em Maio deste ano, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa contou 816 pessoas sem-abrigo em Lisboa: 440 que viviam na rua e 376 em centros de acolhimento. Dizem os especialistas que é muito difícil fazer estas contagens porque há outros que se refugiam em edifícios devolutos.

 […]

O maior problema das pessoas sem-abrigo, em qualquer país do mundo, é a reintegração. Em muitos dos casos não têm família ou amigos; trabalho; casa; comida. São farrapos que circulam pelas ruas em busca de uma esmola ou piedade.

Portugal tem muitos senhores Vascos. E tem, certamente, outros senhores que tendo tecto que os proteja das intempéries não têm dinheiro suficiente para lhes alimentar a alma. Vivem, muitas vezes, da boa vontade dos outros. Quando a há! São estes que em Fevereiro deste ano entravam nas contas do Instituto Nacional de Estatística: 19,5% da população portuguesa estava em risco de pobreza. Esta equação é simples de resolver. Não basta dar uns cêntimos porque vão continuar pobres ou sem-abrigo.

 

[…]

O que me inquieta é que a crise dos últimos anos agravou estes números.

Confesso que nunca vi tanto alarmismo em relação a estas pessoas como vejo agora em relação ao povo grego, que tem passado – sem qualquer tipo de dúvida – por sérias dificuldades. Pelo menos, parte dele!

Dito isto, coloco apenas uma questão: por que não resolvemos primeiro os nossos problemas e olhamos depois para os dos outros? Será que é mais fácil ignorarmos quem vive à porta da nossa casa e preferimos olhar, pela televisão, para os “desgraçadinhos” que moram lá longe? É mais fácil manifestarmo-nos por esses? Se calhar é! Mas para mim isso tem um nome: hipocrisia.

Ler em:

http://economico.sapo.pt/noticias/sera-que-podemos-reestruturar-estas-vidas_223387.html

CINEMA

Morreu Sylvia de “La doce vita”, musa de Fellini

Autor: Helena Pereira/Agência Lusa (11/1/2015)

A atriz sueca, conhecida como o “iceberg”, tinha 83 anos e faleceu em Roma, cidade onde rodou um dos mais belos filmes de Fellini, “La doce vita”, que a tornou famosa.

A atriz sueca Anita Ekberg, estrela do filme “La dolce vita” (1960), de Federico Fellini, morreu este domingo aos 83 anos de idade, perto de Roma.

 “Ela tinha a beleza de uma jovem deusa”, costumava dizer Fellini, segundo o crítico de cinema Ronald Bergan. “A luminosidade da sua pele, os seus olhos azuis límpidos, o cabelo dourado, a exuberância, a sua alegria, faziam dela uma criatura grandiosa, extra-terrestre mesmo e irresistível”, dizia ainda o cineasta.

[…]

O filme “La doce vita” foi o ponto alto da sua carreira.

Depois da rodagem, ficou a viver em Roma durante alguns anos. Em 1987, voltou a filmar com Fellini em “Entrevista”, um filme sobre a vida do realizador onde desempenhou o papel de… Anita Ekberg.

[…]

Nos anos 50 contracenou com vários atores como John Wayne e Lauren Bacall, tendo ganho um Globo de Ouro pelo filme “Blood Alley”, e Audrey Hepburn e Henry Fonda, em “Guerra e Paz”.

Ler em:

http://observador.pt/2015/01/11/morreu-sylvia-de-la-doce-vita-musa-de-fellini/

Morreu Omar Sharif

O ator egípcio Omar Sharif, imortalizado nos papéis ‘Doutor Jivago’ ou ‘Lawrence da Arábia’, morreu esta sexta-feira, aos 83 anos (Sexta feira, 10 de Julho de 2015)

Reuters

Segundo o agente do artista, Steve Kenis, Omar Sharif, que estava internado num hospital para pacientes com a doença de Alzheimer, morreu esta tarde na sequência de um ataque cardíaco.

 

Seis filmes para recordar Omar Sharif

O actor, que tinha 83 anos, sofreu um ataque cardíaco e acabou por falecer num hospital de Cairo. Omar Sharif ficou conhecido pela sua participação em clássicos do cinema como “Lawrence da Arábia” e “Doutor Jivago”.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=193266

Lawrence da Arábia 1962

Dr. Chivago 1965

C´era una volta 1967

Juggernault 1974

Monsiuer Ibrahim … 2003

Top Secret 1984

 

 

 

 

 

 

 

Leave a Reply

%d bloggers like this: