Entre os argonautas portugueses contam-se apoiantes a todas as candidaturas de esquerda. Um dos candidatos é mesmo nosso colaborador; o director de campanha de uma das candidaturas a Belém é um argonauta fundador; vários elementos da Comissão Nacional de outra, são argonautas… Somos cerca de sessenta argonautas portugueses e todos temos as nossas opções. Abrir o blogue às campanhas, quer às legislativas, quer às presidenciais, seria um erro fatal. E neste momento, um artigo de um candidato ou uma recensão crítica a um livro sobre um candidato, assume um carácter iniludível de apoio ou de ataque.
Não significa isto que queiramos abdicar do direito e do dever de opinar sobre o que for sendo dito e sobre o que for acontecendo. Por exemplo, considerando, com alguma boa vontade, o PS como formação integrante da esquerda, ao apresentar uma candidata, havendo já uma figura apresentada por independentes e por personalidades históricas do partido, ou força a desistência desse candidato, ou oferece a vitória de mão beijada à direita.
Dentro da lógica aparelhística, faz todo o sentido – para que serve ao partido um PR que não jogue em consonância com a direcção? Diz coisas politicamente coerentes numa perspectiva socialista?
Coerência? – â quoi ça sert?

