CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – VOTAR, SÓ REFORÇA O GRANDE CAPITAL! – por Mário de Oliveira

quotidiano1

A nossa, é cada vez mais uma liberdade vigiada. Vivemos sob escuta. Até a Clandestinidade tem de ser reinventada. Todos os institucionais de poder ou com aspirações a poder são do grande Capital. Nenhum dos seus responsáveis o admite. Pensam que as decisões que tomam são pessoais ou do colectivo concreto que integram, dirigem-chefiam. Não são. São do grande Capital. Enquanto o não decapitarmos nas nossas mentes e nos nossos genes, nas mentes e nos genes dos nossos familiares e amigos que mais ou menos nos inlfuenciam, controlam, advertem, aconselham, é o mortal sopro dele que nos empurra e leva a decidir e a apresentar propostas, porventura, bem intencionadas, até, generosas, mas que não passam de propostas dele. Na medida em que estão a contribuir para lhe dar um ar menos agressivo, um pouco mais humanizado. O grande Capital sabe bem o que faz. Hoje, é omnisciente, omnipresente, omnipotente. Tem os melhores cérebros ao seu serviço. A melhor e mais sofisticada tecnologia. As mais famosas e influentes universidades. Os mais poderosos meios de manipulação das mentes das populações. No mundo do poder, tudo é do grande Capital. Nada é nosso. Somos permanentemente invadidos, cercados, influenciados, colonizados. No âmbito do poder político, nenhum partido é anticapitalista. Seria uma contradição nos termos. Pode a sua declaração de princípios dizer, preto no branco, que é. Não passa disso mesmo, duma declaração de princípios que conta com o “Nihil obstat” do grande Capital. Até os supermediatizados debates político-partidários e o acto de votar à direita ou à esquerda só servem para reforçar o grande Capital. Podemos protestar pelo teor desta Crónica. É sinal de que ela toca na grave ferida que afecta as nossas mentes. Em vez disso, façamo-nos pobres por opção e por toda a vida. Depressa, vemo-nos cercados pelo grande Capital.  Se resistirmos, viveremos crucificados por ele! Duvidam?!

9 Setembro 2015

 

https://www.youtube.com/watch?v=rc5zkye7Kz8

2 Comments

  1. Percebo bem estas fantasias crísticas, misturadas com influência do “Estado Islâmico, quando se propõe DECAPITAR o grande Capita, quando afirma temos que ‘ser pobres’, mas nem as pessoas se vão ‘fazer pobres’ (fica para o Mário Oliveira a proposta) e acontece que se conseguir promover um sub-conjunto de pessoas para seguirem estas propostas medievais e franciscanas, isso só fortalece o tal Grande Capital. Não temos que ‘ser pobres’ temos que ser democratas e utilizar o instrumento referendário para impõr, através de maiorias claras, limites jurídicos intransponíveis para a militarização, para a degradação ecológica, para a sobre-farmacologização de tudo e de todos, para a sub-taxação e para a deslocalização dos capitais e das fortunas dos milionários, para as privatizações dos bens públicos essenciais e criar penas drásticas para o crime fundamental contra a vida socialmente organizada que é a corrupção e a fuga aos impostos, que vão até ao confisco a favor do Estado dos bens em causa (a prisão não resolve nada). Tudo isso e muito mais pode ser imposto referendariamente, à escala europeia, passando por cima dos Parlamentos e das manipulações mediáticas

  2. Aí, agora, orquestra é bom é a abstenção? Está bem está!…

    Enviado do meu iPad

    No dia 09/09/2015, às 19:01, “A Viag

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