
Ostinato
Poema: Eugénio de Andrade (adaptado) [texto original >> abaixo]
Música: José Mesquita
Intérprete: José Mesquita* (in CD “Coimbra das Canções, Trovas e Baladas”, José Mesquita, 1999)
Ao desejo,
à sombra aguda
do desejo,
eu me abandono. [bis]
Meu ramo de coral,
meu areal,
eu me abandono.
Meu barco de oiro,
minha pedra de orvalho,
meu amor,
eu me abandono.
Meu punhal,
minha lua queimada,
violada,
eu me abandono.
Colhe-me, recolhe-me:
eu me abandono.
[instrumental]
Ao desejo,
à sombra aguda
do desejo,
eu me abandono. [3x]
Meu ramo de coral,
meu areal,
minha pedra de orvalho,
meu amor,
minha lua queimada,
violada,
meu barco de oiro,
meu punhal,
meu areal,
meu ramo de coral,
meu barco de oiro,
minha pedra de orvalho
meu amor,
minha lua queimada…
Ao desejo,
eu me abandono.
* António Brojo – guitarra de Coimbra
Carlos Jesus – guitarra de Coimbra
Luís Filipe – viola
Humberto Matias – viola
OSTINATO
(Eugénio de Andrade, in “Mar de Setembro”, Porto: Imprensa Portuguesa, 1961; “Poesia”, 2.ª edição, org. Arnaldo Saraiva, Porto: Fundação Eugénio de Andrade, 2005 – p. 107-108)
Ao desejo,
à sombra aguda
do desejo,
eu me abandono.
Meu ramo de coral,
meu areal,
meu barco de oiro,
eu me abandono.
Minha pedra de orvalho,
meu amor,
meu punhal,
eu me abandono.
Minha lua queimada,
violada,
colhe-me, recolhe-me:
eu me abandono.
