A NOSSA RÁDIO – CELEBRANDO EUGÉNIO DE ANDRADE – MAR DE SETEMBRO

Eugenio_de_Andrade_por_Emerenciano_1988
Eugenio_de_Andrade_por_Emerenciano_1988

Mar de Setembro

Poema: Eugénio de Andrade (in “Mar de Setembro”, Porto: Imprensa Portuguesa, 1961; “Poesia”, 2.ª edição, org. Arnaldo Saraiva, Porto: Fundação Eugénio de Andrade, 2005 – p. 99-100)
Música: Fernando Lopes-Graça (ciclo “Mar de Setembro”, 1962)
Intérpretes: Fernando Serafim & Fernando Lopes-Graça* (in 10CD “Centenário Fernando Lopes-Graça (1906-1994) – Arquivos da RDP”: CD8, RDP-Radiodifusão Portuguesa, 2006)

Tudo era claro:
céu, lábios, areias.
O mar estava perto,
fremente de espumas.
Corpos ou ondas:
iam, vinham, iam,
dóceis, leves — só
alma e brancura.
Felizes, cantam;
serenos, dormem;
despertos, amam,
exaltam o silêncio.
Tudo era claro,
jovem, alado.
O mar estava perto.
Puríssimo. Doirado.

Nota: O verso “alma e brancura” foi posteriormente modificado pelo autor, surgindo na edição canónica da poesia reunida (“Poesia”, Fundação Eugénio de Andrade, 2005) com a forma “ritmo e brancura”.

* Fernando Serafim – voz (tenor)
Fernando Lopes-Graça – piano
Gravado na Emissora Nacional, Lisboa, a 11 de Janeiro de 1963

 

Nota prévia:

Para ouvir os poemas de Eugénio de Andrade (os ditos/recitados e os cantados), há que aceder à página

http://nossaradio.blogspot.com/2015/06/celebrando-eugenio-de-andrade.html

e clicar nos respectivos “play áudio/vídeo”.

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