CLANDESTINOS, IMIGRADOS, MIGRANTES, REFUGIADOS. NÃO… – Sobretudo, os futuros escravos e carne para canhão da Europa! – por MICHEL LHOMME

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Selecção e  tradução de Júlio Marques Mota

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CLANDESTINOS, IMIGRADOS,  MIGRANTES, REFUGIADOS. NÃO…

Sobretudo, os futuros escravos e carne para canhão da Europa!

Michel Lhomme, CLANDESTINS, IMMIGRÉS, MIGRANTS, RÉFUGIÉS. NON… Avant tout, les futurs esclaves et chairs à neutron de l’Europe !

Revista Metamag, 8 de Setembro de 2015

 

Mas porque não ? E se fosse necessário encher a Europa para  deixar um espaço vazio  na Síria ou alimentar a Europa em carne para  canhão. O afluxo de refugiados na Europa não é não somente a consequência acidental dos conflitos ao Médio Oriente e na África, é o resultado da política criminosa de Nicolas Sarkozy na Líbia e de François Hollande e Laurent Fabius na Síria, é talvez também um objectivo estratégico dos Estados Unidos.

Esta acusação incrível de Thierry Meyssan, formulada em Abril passado e considerada por certos como uma visão de  complot e por conseguinte não discutível acaba no entanto de sair  das fileiras dos serviços secretos austríacos. De acordo com as informações de um empregado “do Serviço austríaco da Defesa”, organizações americanas ligadas ao NSA ou oficinas de  mercenários pagam aos passadores, que trazem diariamente milhares de refugiados para a Europa. Há elementos que atestam que organizações mundialistas situadas aos Estados Unidos criaram um modelo de co-financiamento sobre os refugiados e contribuem muito substancialmente para os pagamentos exigidos pelos traficantes.

Certamente, podemo-nos questionar.  Como todos estes  “refugiados”, dos quais  realmente muitos provêm da África do Norte e África Ocidental, podem pagar  a soma exigida pelos passadores de 11.000 euros à vista por  um barco, 2 à 3000 euros por pessoa? Ninguém, nos meios de comunicação social, parece curiosamente  questionar-se de  onde vem o dinheiro.

Sublinhemos de  passagem o deslize semântico que nos viu  passar em seis meses da denominação “de clandestinos” ao “de migrantes” e depois ao  “de refugiados”. Passemos por cima da  montagem mediática de Aylan destinada aos colabo-bobos  franceses que no entanto, como o egoísta actor e cantor Marc Lavoine, não estão prontos, apesar dos seus apelos “generosos”, para acolher pessoalmente clandestinos nas suas próprias casas. Desconfiemos das imagens  dos Sírios repetidamente apresentados até à exaustão, os barcos estando  frequentemente cheios de  negros. Recordemos-nos  – é um dever de memória – do assassinato das 521 crianças de Gaza pelo  exército israeliano, há justamente um ano, na ofensiva de Tsahal do verão 2014.

Assim, é necessário enquadrar os afluxos de refugiados na União Europeia numa estratégia americana mais larga que visa a confrontação directa com Moscovo quer a leste da Europa, quer na Síria, uma Síria que então é esvaziadas da maior parte dos seus civis, o  que se está exactamente a   fazer como se estivesse a preparar  o desembarque no solo, a França sendo aqui ainda uma vez a primeira nação na  linha de partida.

Sobre a invasão migratória, é necessário também ir mais longe  e ler muito cuidadosamente as teses estratégicas de globalização “dos quatro fluxos ininterruptos” do geostratega americano Thomas P.M. Barnett. Cito Barnett: “Como condição prévia para o funcionamento sem entraves   (da globalização), devemos permitir quatro “fluxos” (“flows”) duradouros e sem obstáculos “. Os fluxos actuais, quase sobredimensionados, de refugiados para a Europa, fazem muito certamente parte desta estratégia “dos quatro fluxos” e “os fluxos sem entraves ”, que neste caso visam directamente a Europa. Estes “fluxos sem entraves” que devem afectar a Europa não têm o direito de acordo com Barnett a ser impedidos porque ele diz  claramente que estes participam do sonho  kantiano  “da paz universal” e da dissolução programado dos governos ou das instituições estatais.

Assim, entramos e estamos no meio da terceira etapa e normalmente a última  do mundialismo  anglo-saxónico (após a primeira e segunda guerra mundial). As fronteiras nacionais devem ser dissolvidas, as raças misturadas, os valores e as religiões devem ser abolidos e o caminho para a nova ordem mundial (NWO) global deve ser facilitado  pela supressão em-si dos  Estados, pelo rastreio dos indivíduos, pela supressão do papel-moeda  (de que a interdição  desde Setembro  em França de sair com mais de 1000 euros em espécie é apenas um preparativo)  tendo ainda  doutrina de pensamento oficial, pela filosofia do reconhecimento da escola de Frankfurt , base  ideológica  da democracia totalitária  e  da certeza cívica de pertencer ao campo do bem.

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De facto, Vladimir Poutine efectivamente compreendeu muito bem o que é que está em   questão. Numa entrevista a 27 de Julho de 2015, declarava: “Neste momento a Europa é confrontada com  um problema concreto, o afluxo maciço de migrantes, ora, é  Europa é que está na base das  decisões que conduziram a esta situação? Sejamos  honestos e sinceros, esta decisão vem de além-Atlântico, e é a Europa que sofre o problema porque se trata  para os Estados Unidos de alterar completamente  o velho continente e o mais rapidamente possível”.

Estamos ainda na continuação da teoria do caos de Richard Andrew Cloward e de Frances Fox Piven. Com efeito, trata-se de  colocar  deliberadamente o sistema e em pleno sobre-endividamento, de abrir totalmente as fronteiras ocidentais para constituir o espaço de guerra  futura , o alargamento programado da OTAN para o Leste.

Estamos também no prolongamento do projeto Rivkin que deve utilizar o muilticulturalismo  para sujeitar e mesmo claramente se desembaraçar  das últimas nações soberanas e dos últimos povos identitários. Neste projecto europeísta , a França como país  aparece precisamente um tanto “resistente” e por isso é  particularmente visada.

 Que se seja claro:  a imigração massiva da  Europa foi pensada, esta é organizada e reflectida. Não vem sozinha . É além disso  paga  e financiada.

A filosofia do reconhecimento visa a utopia “da grande mestiçagem” a fim de destruir as identidades religiosas e culturais e dissolver os povos. Trata-se de substituir o estado nação pela aldeia global onde o humano será dissolvido  na massa sem distinção de raças  mas em que  será em contrapartida  rastreada, híper-controlada, marcada, sem nenhuma outra identidade própria que não seja  o narcisismo do selfie e a subserviência  global à facilidade.  Com efeito, a imigração de massa, o que se chama  “a grande substituição” é desejada tanto para dominar os autóctones como os emigrados. É espantoso que tão poucos  intelectuais e artistas não o compreendem.

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Os responsáveis desta vaga de imigração sucessiva, conhecemo-los , são as multinacionais que organizaram “o exército de reserva do capital”, são os nossos homens políticos, os nossos governantes, traidores aos seus povos e cães de guarda dos EUA e que no seu projecto de reconfiguração   do Médio Oriente muito simplesmente destruíram o Iraque, a Síria e o poder líbio, lançando sobre as estradas do exílio mais de dois milhões de pessoas. A isto  acrescentam-se os refugiados económicos que fogem do continente africano cujas riquezas são pilhadas pelas companhias transnacionais ocidentais, americanas mas também e cada vez mais pelas tríades chinesas (casos por exemplo da Etiópia) ou que sofrem  no Sahel uma desestabilizações curiosamente organizada (Boko Haram).

Se pertence aos povos europeus de reagir  contra  a traição das suas elites e  de exigir que, além da protecção das fronteiras, se faça uma verdadeira política de trocas equitativas para com o Terceiro mundo, interessa  aos povos europeus também não se estarem a  culpabilizar  mas que se levante , que substituam todos aqueles que os conduzem para este projecto de uma dependência programada e de uma nova ditadura,  a pior das ditaduras, a ditadura do bem e do reconhecimento, a moralite   humanitária que esconde realmente a espoliação dos povos e a miséria a todos os patamares.

Com efeito, o mundo  enfrenta  hoje  um duplo movimento, que poderá parecer contraditório mas que  permanece no entanto bastante coerente. As fronteiras não são mais intangíveis na Europa e a questão  da natureza dos Estados está  posta. Carl Schmitt tinha-nos prevenido, o conceito de Estado europeu é histórico.  Antes de mergulhar-nos de novo nas notícias alarmantes dos fluxos e refluxos dos movimentos migratórios organizados, a pista da inteligência estratégica deveria conduzir-nos, para a sobrevivência da França em 2017, a  outra parte, do lado da mudança de destino  e da resistência russa. Nenhum homem político francês é capaz no entanto de pôr em marcha esse projecto  ou de apresentar uma alternativa.

Michel Lhomme, Revista Metamag, 8 de Setembro de 2015 , CLANDESTINS, IMMIGRÉS, MIGRANTS, RÉFUGIÉS. NON… Avant tout, les futurs esclaves et chairs à neutron de l’Europe !

Texto disponível em :

http://www.metamag.fr/metamag-3158-CLANDESTINS-IMMIGR%C3%89S-MIGRANTS-R%C3%89FUGI%C3%89S.-NON-Avant-tout-les-futurs-esclaves-et-chairs-a-neutron-de-l-Europe-.html

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