EDITORIAL – A DÍVIDA PÚBLICA, O DÉFICE E O NOVO BANCO.

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Afinal o défice das nossas contas públicas de 2014 foi maior do que se esperava. Como não se vendeu o Novo Banco, o dinheiro que o Estado emprestou ao Fundo de Resolução (parece que é assim que se chama o organismo que trata do financiamento de medidas determinadas pelo Banco de Portugal) vai ser contabilizado (será este o termo certo?) do modo seguinte: afecta negativamente o saldo do sector das administrações públicas, e tem o efeito simétrico sobre o saldo do sector das sociedades financeiras (ora vejam o Diário de Notícias, no link abaixo). Portanto, o défice de 2014 vai ser superior a 7 %, e praticamente igual ao de 2011. Mas não dizem os tratados europeus que tem de ser inferior a 3%?

Esta pancada da austeridade caiu-nos em cima por termos grandes défices, ao que constou durante estes anos todos. Os défices, segundo nos disseram, eram por gastarmos muito em alimentação, casas, roupas carros, televisões, etc. Tivemos de aguentar, como disse o Ulrich. Quanto a esta história do Novo Banco, o nosso primeiro-ministro (ele é nosso porque temos de o suportar, mesmo os que não votámos nele, e desejávamos que ele emigrasse) não parece muito preocupado com ela. Até diz que estamos a receber juros. Pois, nós não, o Estado. Tomara ele que a venda ainda demore.

Entretanto, ouve-se dizer por aí que o tal Novo Banco tem de ser recapitalizado. Já se sabe de onde vem o dinheiro. E o défice de 2015 vai também por água abaixo, está-se mesmo a ver. E a austeridade? Será que vamos ter aí  a troika outra vez? Ela realmente não saiu, também é verdade. Mas será que ainda vão devolver o banco ao Ricardo Salgado? Se calhar estas demoras é por causa disso.

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=4793700&page=-1

 

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