Há muito que não topo o Marco.
Por mais que o procure.
Por mais que vasculhe. Nas televisões, nos jornais, nas redes sociais.
E essa ausência do Marco angustia-me, causa-me insónias. Eu gosto do Marco, do pequeno Marco. Eu gosto de todos os deserdados que, mercê da sua luta e trabalho, logram dar uma sapatada no destino e alcançar riqueza e notabilidade.
O Marco, o pequeno Marco, é um desses casos. Um caso exemplar. Basta olhar o seu currículo com olhos de ver. O Marco subiu na vida com muito esforço. Veja-se: foi “jotinha”, carregou aparelhagens de som para os comícios, trabalhou para o famoso Mirita de Valongo, estudou, foi “adjunto”, vice-presidente de duas câmaras, líder distrital, secretário de Estado, sendo que hoje é um dos maiores empregadores do país, tantos os tachos e tachinhos que deu a amigos e afilhados.
…..“Alguém sabe onde pára o Marco? Dou alvíssaras!”
Além do mais, o Marco, o segundo da lista portuense, imediatamente a seguir ao exemplar e incorruptível José Pedro, não foi visto no desfile que, na última quinta-feira, teve como cabeça de cartaz o mui nobre Rio – o tal que é putativo candidato ao lugar que o Cavaco de Boliqueime vai ter de abandonar daqui a alguns meses.
Garanto-vos que assim foi. Vi e revi as imagens. Todas as imagens. Inclusive as do sítio oficial. E, olhem, que são muitas. Aliás, ali vi os já aludidos Zé Pedro e Rio; o actual chefinho da “Distrital” a distribuir “bacalhaus” e sorrisos imbecis; o Pedro da “vespa”, que desta feita não beijou a mão ao senhor arcebispo de Braga; um sujeito que esteve “dentro” mais a sua amásia; e o “Manuel do Laço”, figura popular da “Invicta”, que se juntou à populaça para sacar a esferográfica da praxe.

