
O avassalador ruído da campanha eleitoral ainda em curso tem ajudado a silenciar o medonho crime lesa-ambiente, lesa-povos do planeta, praticado pela multinacional alemã, Volkswagen (VW). Confirma-se mais uma vez o ditado, de que um mal nunca vem só. Surpreende que ainda haja quem goste de campanhas eleitorais, como as que os chamados regimes democráticos proporcionam aos povos das nações, condenados a ter de viver num tipo de mundo como o deste início do terceiro milénio, o todo-poderoso mundo financeiro: Fazem-nos tão analfabetos em Política praticada, que nem damos conta de que a democracia é totalmente incompatível com o todo-poderoso mundo financeiro. Só um crasso analfabetismo em política praticada nos impede de ver que, no todo-poderoso mundo financeiro, até as democráticas eleições para escolha de deputados, governos, presidentes da república, só servem para legitimá-lo, reforçá-lo cada vez mais. Há total incompatibilidade entre a democracia e o todo-poderoso mundo financeiro. Como há total incompatibilidade entre Política praticada e poder político praticado. Política praticada tem a ver com populações desenvolvidas de dentro para fora em ser, sabedoria, cultura, liberdade, responsabilidade, auto-organizadas ao modo dos vasos comunicantes. Poder político praticado tem a ver com elites que o todo-poderoso mundo financeiro segrega-separa das populações, com a missão de governá-las, dominá-las, enganá-las, mantê-las na menoridade, como se o modelo de sociedade que daí resulta, fosse de origem divina, fizesse parte da natureza humana. Não é de origem divina, nem faz parte da natureza humana. Como não fazem parte da natureza humana nem são de origem divina, as multinacionais, como a VW, hoje, nas bocas do mundo. Mas das multinacionais pode vir alguma coisa boa? Não são todas, como as democracias das elites com todos os deputados, governos, administrações do Estado, filhas do todo-poderoso mundo financeiro? Somos cegos, ou não queremos ver?!
30 Setembro 2015
