A NOSSA RÁDIO – CELEBRANDO EUGÉNIO DE ANDRADE – CANÇÃO

Eugenio_de_Andrade_por_Emerenciano_1988
Eugenio_de_Andrade_por_Emerenciano_1988

Canção

 

Poema: Eugénio de Andrade (adaptado) [texto original >> abaixo]
Música: José Mesquita
Intérprete: José Mesquita* (in LP “Ecos da Canção Coimbrã”, Philips/Polygram, 1987, reed. Philips/Polygram, 1996; 2CD “O Melhor de 2: Luz Sá da Bandeira / José Mesquita”: CD “José Mesquita”, Universal, 2001)

 

Tu eras neve.
Branca neve acariciada.
Lágrima e jasmim
no limiar da madrugada.

Tu eras água.
Água do mar se te beijava.
Alta torre, alma, navio,
adeus que não começa nem acaba.

Eras o fruto
nos meus dedos a tremer.
Podíamos cantar
ou voar, podíamos morrer.

[instrumental]

Tu eras neve.
Tu eras água.
Eras o fruto…
Podíamos cantar
ou voar, podíamos morrer.

Mas do nome
que maio decorou,
nem a cor
nem o gosto me ficou.

Mas do nome
que maio decorou,
nem a cor
nem o gosto me ficou.

* Octávio Sérgio – guitarra de Coimbra
António Sérgio Azevedo – viola

CANÇÃO

(Eugénio de Andrade, in “Os Amantes sem Dinheiro”, Lisboa: Centro Bibliográfico, 1950; “Poesia”, 2.ª edição, org. Arnaldo Saraiva, Porto: Fundação Eugénio de Andrade, 2005 – p. 83)

Tu eras neve.
Branca neve acariciada.
Lágrima e jasmim
no limiar da madrugada.

Tu eras água.
Água do mar se te beijava.
Alta torre, alma, navio,
adeus que não começa nem acaba.

Eras o fruto
nos meus dedos a tremer.
Podíamos cantar
ou voar, podíamos morrer.

Mas do nome
que maio decorou,
nem a cor
nem o gosto me ficou.

 

Nota prévia:

Para ouvir os poemas de Eugénio de Andrade (os ditos/recitados e os cantados), há que aceder à página

http://nossaradio.blogspot.com/2015/06/celebrando-eugenio-de-andrade.html

e clicar nos respectivos “play áudio/vídeo”.

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