
URGENTEMENTE
Poema de Eugénio de Andrade (in “Até Amanhã”, Lisboa: Guimarães Editores, 1956; “Poesia”, 2.ª edição, org. Arnaldo Saraiva, Porto: Fundação Eugénio de Andrade, 2005 – p. 78-79)
Recitado por Mário Viegas
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Urgentemente
Poema: Eugénio de Andrade (adaptado) [texto original >> acima]
Música: Pedro Costa; Queco
Intérprete: Nortada* (in LP “Urgentemente”, Ovação, 1991, reed. “Urgentemente 97: Memória dos Que Passam”, Associação Ricardo Marques/Ovação, 1997)
[instrumental]
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar. [bis]
[instrumental]
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar. [bis]
[instrumental]
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios,
rosas e rios e manhãs claras.
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar. [bis]
[instrumental]
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar. [bis]
[instrumental]
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
