As autoridades europeias parecem dispostas a pagar uma vultuosa quantia à Turquia para que esta “trave” a passagem dos refugiados que demandam (o termo tem consonâncias épicas, mas concordarão que é adequado à situação) através deste país, o nosso continente. Avaliam-se em mais de dois milhões o número dos refugiados que actualmente estão na Turquia. Sendo uma questão muito grave, mesmo à escala mundial, é necessário tê-la bem presente, inclusive em países como o nosso, onde até este momento ainda não teve grande impacto. Não se pode excluir a hipótese de que este possa impacto ser muito maior dentro de pouco tempo.
Entretanto, temos de ter em conta que:
Será que esta ajuda vai ser realmente eficaz? A maioria dos refugiados desejam vir para a Europa, e não permanecer na Turquia. Não constitui grande audácia esta afirmação, pois é óbvio que a maioria deles pensa vir a conseguir ter maior segurança no nosso continente, assim como melhores oportunidades de trabalho e de bem-estar. Como vai proceder a Turquia para os reter? Inclusive, há que temer que, tendo em conta os conflitos que reinam no país e a dureza que as suas forças de segurança (usemos este nome para abreviar) poderão vir a usar, que a situação das pessoas degenere ainda mais.
Há outros países por onde também passam refugiados, embora em menor número, como será o caso da Líbia, um país que tem sido afectado por convulsões profundas. Não se deveria também tentar dar ajuda a esses países, financeira ou de outra natureza. E procurar que haja uma maior colaboração em sectores como o humanitário, com certeza, mas também no do combate aos engajadores, e da segurança das pessoas, nomeadamente das mais vulneráveis, como das crianças.
http://internacional.elpais.com/internacional/2015/10/16/actualidad/1445013197_614684.html


*Impressionante esta medida 😱*
*Maria *
Matar turcos foi uma tradição excelente da História portuguesa. Recordo a Primeira Batalha do Cabo de Matapam em que a Armada portuguesa, por vários séculos, os afastou da Europa. CLV