CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – OS MERCADOS OU OS POVOS? – por Mário de Oliveira.

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Estava Cavaco, mai-la sua Maria, a dos presépios, no final de todo o regabofe em que, como chefe de governo, primeiro, e, agora, da República, têm vivido ambos impunemente em viagens pelo país e pelo estrangeiro, quando as populações que ainda votaram no dia 4 de Outubro – as que já não votam, há muito que andam a dizer que não querem ser governadas por mercenários, querem ser elas-umas-com-as-outras a gerir os seus próprios destinos – decidiram retirar a maioria absoluta no Parlamento à coligação PP-PC. Na hora, a coligação celebrou a poucochinha vitória, com palmas de velório e de adeus. E, no desespero de mercenários políticos que são, correram a celebrar um acordo entre ambos, para, assim, darem um sinal ao Cavaco e à sua Maria em Belém, de que, de ora em diante, não haveria mais engenhosas cenas “irrevogáveis”, por parte do PP. Esqueceram-se, até, que à sua esquerda, os três partidos mais votados somavam mais deputados no Parlamento. Faltava só que os três se entendessem, como eles dois. Em 40 anos de democracia partidária – não confundir com democracia dos povos, ainda por concretizar – nunca tal se vira, mas há sempre uma primeira vez. A raposa política do palácio de Belém, como, outrora, a raposa do palácio de Herodes, na Judeia – o epiteto político “raposa”, aplicado a Herodes, é de Jesus, o de Lucas (13, 31-32) estremeceu com o entendimento em curso dos três, e decidiu converter-se em “força de bloqueio”: De tão nervoso, nem advertiu que, assim, unia ainda mais os três que tanto detesta. E à fundamental pergunta, Os mercados ou os povos?, o mercenário-mor de Portugal ao serviço dos mercados escolheu os mercados. Só que estes muito mais raposas do que todos os mercenários políticos em conjunto, preferem a maioria dos deputados dos três partidos e o seu governo. Com estes ao comando, haverá, certamente, um simulacro de alívio para as populações, mas, no final, os mercados estão ainda mais fortes. A menos que nós, os povos das nações, decidamos viver sem os mercados.

26 Outubro 2015

 

https://www.youtube.com/watch?v=Nv1bd7P71V4

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Olá!
É dia de Crónica escrita e dita.
A Crónica 253.
Com ela, vai também a minha paz e esta informação:
Sábado, 31, 16 horas, na Casa da Beira Alta, no Porto (Rua St.ª Catarina, em frente ao Majestic)
é a sessão oficial de apresentação do meu novo Livro, PRATICO, LOGO SOU – PENSAMENTOS, Seda Publicações.
A apresentação está confiada a Ana Albergaria, Poeta e Artista plástica, uma linda senhora-menina.
Estou lá, braços abertos para acolher abraçar quem quiser e puder aparecer. São todas, todos bem-vindos.
Mário

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