EDITORIAL – AS ESTATÍSTICAS ESCONDIDAS

O jornal espanhol “Economista”  questionou há uns dias: “Apagão ou logo editorialcensura? Há três meses que Portugal não publica dados do desemprego e segurança social.” De periodicidade mensal, desde Junho que nada está disponível e o Instituto de Segurança Social não respondeu às questões colocadas. No entanto, há poucos dias, a ex, actual e em breve ex-Ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque assegurava que “a situação das finanças públicas é absolutamente transparente e está permanentemente auditada por entidades independentes, nacionais e internacionais”!

Era a resposta aos que sugeriam que a razão para não publicar alguns dados macroeconómicos seria a de a economia poderia estar cada vez pior.

Outras notícias indicavam que as Finanças  tinham, entre várias irregularidades, no valor de35 milhões (incorreções financeiras e relevações inadequadas)  omitido 490 milhões de euros atribuídos como benefícios fiscais  nas contas de 2013. O Tribunal de Contas defendeu “a transparência das contas públicas” e disse que o Fisco manda os contribuintes fazerem o que ele próprio não faz.

Também relacionado com verbas, na nossa memória a imagem  do ex, actual e em breve ex-Ministro da Segurança Social, a iniciar o anterior mandato deslocando-se de mota, para iludir quem se deixar iludir, tão poupadinho que ele era. Ou era, pois logo  a abandonou, juntando-se ao vasto leque de utilizadores dos carros do Estado, adquiridos sem respeito pelas boas regras da gestão.

A também ex-Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, passou a Ministra, desta vez com a Cultura à frente! Dizem que numa tentativa de fazer o jeito ao Partido Socialista. Com este gesto? A Cultura merece sim, um ministério, mas de alguém que disso perceba! Quando for ex-ministra nem terá tido tempo de pensar as tarefas que lhe caberiam.

Ah, mas a pérola é o Ministro da Administração Interna, aquele que considera que uma prenda de 14 milhões recebida por Ricardo Salgado é mesmo coisa só de amigos, opinião que ajudou o governador Carlos Costa, a manter a idoneidade do ex-presidente do BES.

Mas que belo ramalhete! Nem vale a pena continuar.

Aguardamos os capítulos que se seguem.

 

 

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