21ª CONFERÊNCIA DO CLIMA REALIZA-SE EM DEZEMBRO EM PARIS

A 21ª Conferência do Clima (COP 21) será realizada em Dezembro de 2015, em Paris, e terá como principal objectivo encontrar um novo acordo entre os países para diminuir a emissão de gases de efeito estufa, diminuindo o aquecimento global e em consequência limitar o aumento da temperatura global em 2ºC até 2100. A partir da elaboração da Convenção durante a Rio-92, veja a seguir os principais destaques sobre o tema ao longo desses 23 anos.

A Conferência do Clima tem aval da Convenção-quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Se tudo se confirmar, será a cúpula climática com maior presença de participações oficiais, desde Copenhague, em 2009.

cop21

Momento decisivo para o clima mundial

Com previsão de efeito a partir de 2020, o acordo de Paris determinará todos os esforços para contenção das emissões de gases do efeito estufa que têm prejudicado o desequilíbrio climático do planeta, que faz com que secas, inundações e tempestades sejam cada vez mais comuns, além do preocupante aumento do nível dos mares.

O objectivo da ONU, para os próximos anos, é limitar a elevação do aquecimento global em até 2ºC, isto é, níveis pré-indústria. Cientistas dizem que, a continuar pelos níveis de crescimento actuais, o clima terrestre pode entrar em colapso.

A realização da Conferência do Clima será entre 30 de Novembro e 11 de Dezembro de 2015.

Mudanças climáticas aumentarão desigualdade entre países

Um estudo publicado em Outubro pela Revista Nature concluiu que o aquecimento global causará perdas económicas, aumentando o fosso social entre países do norte e do sul do planeta.

Os pesquisadores apontam que países frios como Canadá, Rússia e Mongólia terão um grande aumento no produto interno bruto per capita com o aquecimento – enquanto os países europeus devem ter apenas pequenos aumentos.

Os mais afretados serão justamente os mais quentes – e pobres: na África, Ásia, América do Sul e Oriente Médio, os países registarão grandes perdas no PIB per capita com as mudanças climáticas.

O estudo foi conduzido por três pesquisadores da Universidade da Califórnia e da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

Petição quer poluidores fora das negociações do clima

Uma campanha online que já conta com quase 400 mil assinaturas está exigindo que grandes poluidores sejam excluídos das negociações climáticas.

Os organizadores da iniciativa acham que a indústria de combustíveis fósseis já impediu por tempo demais o progresso de ações climáticas mais ousadas.

Você pode assinar a petição no site: http://kickbigpollutersout.org

Cortar subsídios ao consumo de combustíveis fósseis pode reduzir emissões 

É o que revela um estudo do Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD), que simulou mudanças nas políticas de subsídios de 20 países diferentes.

Se até 2020 esses subsídios forem cortados, os países podem reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em até 11%.

O dinheiro economizado poderia ser reinvestido em energias renováveis e em eficiência energética, fazendo a redução chegar a 18%.

Segundo a análise, em 2013, os subsídios aos combustíveis fósseis chegaram à casa dos 550 milhões de dólares em todo o mundo, quatro vezes mais do que os subsídios pra energias renováveis.

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