MIGRANTES: O SINAL SUÍÇO – OS EUROPEUS SENTEM-SE CADA VEZ MAIS SUÍÇOS-ALEMÃES – por JEAN BONNEVEY

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Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

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MIGRANTES: O SINAL SUÍÇO   

Os Europeus sentem-se cada vez mais suíços-alemães
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Jean Bonnevey, LE SIGNAL SUISSE – Les Européens se sentent de plus en plus helvètes-allemands

Revista Metamag.fr, 19 de Outubro de 2015

A Suíça acentuou democraticamente a sua ancoragem à direita por um voto resolutamente hostil ao laxismo migratório, um voto anti Merkel.  E no entanto a Suíça não-membro da União Europeia, pelo momento, é poupada pela política de acolhimento e de quotas. Mas é como para o voto na França das regiões agrícolas a favor da Frente  Nacional, Mais vale prevenir que remediar. A Suíça além disso tido desde há muito tempo  a experiência de uma forte imigração.

O partido  União democrática do Centro (UDC), que pratica  uma linha política claramente anti-imigração e anti União Europeia, ganhou 11 lugares, totalizando agora 65 representantes no Conselho nacional (Câmara Baixa do Parlamento suíço), que conta 200 lugares. A imigração, a preservação da identidade suíça, é o terreno  sobre o qual a União Democrática do Centro tem funda a sua linha de intervenção política e a sua marcha, por agora ininterrupta para alcançar o topo s da política suíça. “Permanecer livre”, o slogan da campanha, nestas últimas semanas, cedeu o seu  lugar à luta contra “o caos migratório” que Christoph Blocher anunciava em  cada um das suas sessões  eleitorais de  muito sucesso.

A estratégia  deu  os seus frutos. Embora preservada de qualquer chegada em massa,  a  mil léguas   da situação na Alemanha ou da Grécia, a Suíça vive no medo : “No segredo das urnas, o medo da imigração venceu   sobre o sentimento de piedade”, afirma Dominique de Buman, Vice-Presidente do Partido Democrata- Cristão (31 deputados na actual Câmara em fim de mandato).

Nunca um partido político na Suíça tinha atingido um tal resultado eleitoral : 29,5% dos votos . Não somente a União democrática do centro (UDC) ganha 11 lugares, mas deixa  muito distante atrás de  si  (mais de 10%) outras formações políticas, os socialistas e os liberais-radicais. O partido do multimilionário Christoph Blocher reencontra-se assim em posição de força para reclamar uma segundo lugar no Conselho federal (governo) que se compõe de sete membros. De acordo com uma sondagem, mais de 40% dos eleitores votaram levando em conta as  soluções que os partidos políticos dão aos temas do asilo e da imigração. Mais precisamente, os temas do asilo e dos refugiados, com 23%, chegam à  cabeça, na frente de imigração (19%), seguidamente vem a União Europeia (13%). O partido de Christoph Blocher vai poder actualmente reclamar alto e bom som  que a Suíça respeita o voto de 2014 que reclamava a instauração de quotas para os estrangeiros, incluindo para os cidadãos da União Europeia.

O outro  grande agrupamento à direita, o Partido Liberal Radical, melhora a sua representação em  3 lugares, atingindo pois os 33 deputados. A UDC e o PLR poderiam aproximar-se para imprimirem  a sua marca nos próximos anos. “  temos todos o desejo de preservar a nossa economia e a nossa prosperidade  ”, afirmou  o responsável do PLR de Genebra,  Christian Lüscher.

Sem falar de identidade , «  o sentido do voto foi claro » declarou  o  presidente  de l’UDC, Toni Brunner, na televisão. «   As pessoas inquietam-se com a imigração de massa na Europa  ».

Jean Bonnevey, Revista Metamag,  LE SIGNAL SUISSE – Les Européens se sentent de plus en plus helvètes-allemands. Texto disponível em :

http://metamag.fr/metamag-3279-MIGRANTS–LE-SIGNAL-SUISSE.html

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