As pessoas passam Repassam Com andar parado Desapontado De uma forma invulgar Caminham para o lugar Que é de todos Para todos Seguem cegas Na sua entrega Famintas Indistintas Para o fim comum Sem destino algum Incólumes Sem queixumes Trespassadas Multiplicadas Em enormes espelhos Homens, mulheres e fedelhos Sem se tocarem Ou mesmo se abeirarem Indo desalentadas Acabrunhadas Em direcção ao fim Da vida e do folhetim.
IMPRESSIONANTE!
Um poema que nos remete para o Ser humano a ignorar o outro na penumbra da vida .