EDITORIAL – O DESASSOSSEGO DE UNS É O SOSSEGO DE OUTROS

Lisboa está vivendo os “Dias do Desassossego” e apetece jogar com as logo editorialpalavras. Depois da paciência, mas não sossego, com que esperámos a decisão final de Cavaco e a tomada de posse do novo Governo, começou o desassossego das críticas dos vencidos, com comentários maldosos, ressabiados, falaciosos…, a propósito dos novos empossados, desta vez pela cor da pele, pela deficiência física, ou pela ascendência cultural!  

Nestes “Dias do Desassossego”, a Casa Fernando Pessoa e a Fundação José Saramago desafiaram à saída de casa e a participação em actividades culturais. Muitos foram os que fizeram uma pausa na vida quotidiana. Na Fundação, o “Ensaio sobre a Cegueira” e toda a sua metáfora, traz-nos para a realidade. Visão, ou falta dela, tanto disto se poderia falar… País cego que só viu o que lhe apresentaram levianamente e levou ao poder os que só viam os interesses de uma minoria. País sofredor que não soube reagir atempadamente. País que se viu confrontado com o facto de que sempre houve quem enchesse a barriga com a falta de vergonha”. País que parece ter acordado para a possibilidade de alternativas. País que está a caminho da segurança. País que encontrou a esperança.

País que recuperou a visão?

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