OLHARES SOBRE A HISTÓRIA – 1de DEZEMBRRO de 1640 – RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL – por JORGE LÁZARO

Saltimbancos

 

D. João IV, duque de Bragança
D. João IV, 8.º duque de Bragança, veio do seu palácio de Vila Viçosa para ser aclamado rei de Portugal

 

Desde 1580 que Portugal estava sob o domínio dos Filipes de Espanha, apoiados, até cerca de 1620, por nobres , comerciantes e armadores nacionais ávidos de tirar proveito das imensas riquezas do império espanhol, então no seu apogeu.

Quando o declínio se fez sentir ingleses, holandeses e franceses intensificaram os ataques aos nossos territórios coloniais. Os impostos sofreram sucessivos agravamentos a que o povo reagia com violência, sendo as perturbações mais graves as registadas em Évora, em 1637. Mesmo em Lisboa se temia o eclodir de uma insurreição popular. E, para agravar o descontentamento entre os militares, Filipe IV ordena a mobilização da nobreza portuguesa, no Verão de 1640, para reprimir o movimento independentista catalão. Todos, mesmo o duque de Bragança deviam comparecer perante o rei.

Era o momento adequado para a nossa nobreza  desafiar o poderio espanhol, aproveitando a divisão das suas forças, antes que as massas populares tomassem a iniciativa da rebelião.

Desde o início dos preparativos, nobres e letrados deixaram bem claro que não pretendiam desencadear uma revolução popular. Antes, “restaurar a linha legítima” de sucessão ao trono, entregando-o ao rico e poderoso D. João, oitavo duque de Bragança. Homem da confiança de Madrid que o tinha nomeado governador militar, hesitou. Confrontado com a implantação de uma república de nobres, acabou por ceder.

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