REFLEXÕES EM TORNO DO MASSACRE DE PARIS, EM TORNO DO CINISMO DA POLÍTICA OCIDENTAL – SEXTA-FEIRA, 13 de NOVEMBRO de 2015: É ENFIM A GUERRA. E AMANHÃ SERÁ A DITADURA

la france est en guerreSelecção e tradução de Júlio Marques Mota

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Sexta-Feira, 13 de Novembro de 2015 : É enfim a guerra

E amanhã será a ditadura

Michel Lhomme, VENDREDI 13 NOVEMBRE 2015: C’EST ENFIN LA GUERRE -ET CE SERA DEMAIN LA DICTATURE.  
Revista Metamag.fr. , 14 de Novembro de 2015

Sim, “enfim” porque este governo sabia-o mas empenhou-se durante todo o ano a esconder a guerra aos Franceses. Fez mesmo pior, armou, formou e apoiou os terroristas na Síria. No entanto, enquanto que durante todo o mês de Setembro e de Outubro de 2015, “os desequilibrados”  atiravam ao chão, como à Joueuf, como em Pont-de-L’Arche  no  Eure, crianças de sete anos, e mais, obstinando-se sobre eles a dar-lhes  facadas, isto, oficialmente e para a imprensa, eram apenas  jogos de loucos. “Os desequilibrados” de resto mesmo não foram sequer julgados, foram metidos e fechados  em hospitais psiquiátricos enquanto que estes nada mais faziam do que obedecer à ordem de atacar à faca as crianças da França. Quantas marchas brancas se fizeram  em Setembro e Outubro realmente para nada?

É necessário dizê-lo e escrevê-lo:  a França conheceu nesta entrado do ano político uma vaga “de factos diversos” que bem se empenhou  em não os ligar aos   métodos do terrorismo islâmico. É a política “ não há  amálgama”, da  arabofilia a todo o custo e ao limite, até aos Preços literários, é a hipótese da insegurança comum, uma epidemia “de desequilíbrio mental” que tinha criado a partir de  Charlie contaminando e envenenando a França. Por exemplo, um sudanês tinha sido recentemente declarado “um irresponsável” por degolar  uma empregada de inserção em  Angers. A  10 de outubro, em  Pont- de-L’arche, uma criança de três anos tinha sido apunhalada à frente da sua casa “sem razão aparente”, “por um indivíduo visivelmente desequilibrado”. No dia  15 de Outubro, um adolescente estava “entre a vida e à morte” em Créteil, depois de uma  “ disputa” à facada. Em Falaise, um homem tinha sido ferido gravemente por uma facada nas  costas.  Em Rennes,  um indivíduo tinha ameaçado  vários transeuntes e depois saiu livre do Comissariado, tal como um outro indivíduo que ameaçou com uma uma faca o gerente de um quiosque de tabaco  em  Metz. Numa mesquita de Paris, um homem tinha sido ferido por “um  desequilibrado”. Um aluno da escola secundária tinha sido ferido seriamente com uma facada no abdómen, em plena aula, à Trinidad. A  16 de Outubro, à saída do RER à Champs-sur-Marne, uma mulher foi atacada à facada. Um homem foi ferido por  uma facada em  Grenoble. A  17 de Outubro, enquanto que decorria uma marcha branca por um   adolescente de 16 anos morto com  arma branca em Pantin , um homem era morto à facada em  Saint-Brieuc. À Meyzieu, um menor apunhalou outro.

Continuemos. Recordam-se dos ataques à viatura Berlier em  Nantes e Dijon durante o período de Natal 2014? Contrariamente ao que  nos  contaram juízes e jornalistas, Europol efectivamente confirmou que se  tratava  de ataques terroristas (página 2.1 do relatório) mas para o Ministro da Administração Interna (Place  Beauvau) eram tão somente “uns   desequilibrados”.  Recuemos um pouco mais   porque todos estes acontecimentos  vêm mais detrás  e devemos preparar-nos para os processos: Mohamed Merah, o caso Nemmouche ou ainda a terrível explosão de Toulouse do 21 de Setembro de 2001 que não devia por  preço nenhum ser atribuída  a um terrorista islamita, apesar dos elementos recolhidos pelos investigadores sobre este trabalhador morto com um traje de jihadista. Não era necessário também  dizer que as prisões francesas são de facto viveiros de islamitas  e na realidade estão cheias de árabes  fanatizados pelos capelães pagos pela República e pela Arábia Saudita. Mas isto não é  a guerra.

Não era a guerra nem para os governos, nem para os meios de comunicação social que sistematicamente silenciam estas informações ocultado os patrónimos, evitado qualquer verificação a fim de apoiar o acolhimento dos refugiados na França ou seja a progressão da quinta coluna. Libération ou L’Express “estou por toda a parte” da barbárie verde.  Não há, não poderá haver com efeito uma guerra religiosa em  França. Porque é que os  pensadores de esquerda, os católicos do Concílio, os socialites da finança aboliram todas estas memórias: tudo é belo, toda a  gente é gentil.  Mesmo para Alain Juppé, o Alcorão que  ele nunca leu é uma religião de amor, de tolerância e de paz. Vai-se construir  uma grande mesquita, uma mesquita monumental em  Bordéus.

Vocês estão em guerra?

Simplesmente em Abril e desde o mês de Janeiro e do atentado contra Charlie Hebdo, o Estado-maior francês já tinha registado  371 incidentes contra esta tropa. Na lista dos incidentes contra os nossos militares, sete foram declarados como “maores”. Recordemos  que a 12 de Janeiro de 2015, o governo lançava a operação Sentinela que enquadra a utilização  de 10.500 homens sobre todo o território nacional a fim de proteger sítios ditos “sensíveis”. Mais de 300 sítios assim são protegidos 24 horas por dia na França. Quase foi necessário evacuar o arsenal de Toulon.

Há às vezes alguns  laivos de lucidez. Assim, no sábado, dia  24 de Outubro, em  Marselha, o Procurador da República ordenou que se colocasse em prisão  preventiva   Farid, 33 anos, originário da África do Norte que tinha  atacado três homens que ele tinha identificado  como judeus.

Este sábado de manhã, um governo encostado contra  a parede

Vai agora  ter de enfrentar   dois grandes desafios sobre problemas de segurança: a protecção das 195 delegações oficiais do COP21, a manutenção da ordem durante importantes manifestações à margem desta conferência mas também a realização em  da campanha eleitoral das eleições regionais. Anular-se-ia  também este encontro eleitoral decisivo dos Franceses? É este o  plano previsto? Cazeneuve insistia ainda nesta quinta-feira 12 de Novembro no laxismo: “Não se trata de fechar as fronteiras, mas sim de prevenir a intrusão sobre o território nacional de indivíduos que poderiam representar um risco”. Os indivíduos, que o ministro visava, não se desenganem, eram os esquerdistas  das alternativas do COP 21, não  os refugiados jihadistes. Porquê? Porque muito simplesmente e já todos demos conta  directo, estes indivíduos já não têm necessidade de passar a fronteira, estão já cá em casa.

Este sexta-feira 13 de Novembro pode  também marcar para este governo o início de graves dificuldades. Mais de 140 mortes e inúmeros feridos, e isto ainda não é nada. Ora, nada acontece por acaso em política. Os cidadãos acabarão pois por começar a pensar e  por levantaram algumas perguntas sobre o que esta tragédia traduz  em sangue a teimosia absurda e insensata do governo em querer negar a realidade da guerra que atinge  o país desde há vários meses. Não se trata com  efeito de uma guerra larvar mas pede-se-nos de sucessivamente a calarmos como se falar nela nos fizesse correr o risco de a desencadear.  Na revista Métamag, dissemos desde o começo que estávamos em guerra. As cartas estão lançadas.  Na guerra, é como a verdade e o falso  raciocínio hipotético‑dedutivo, há apenas  dois campos: os colaboracionistas e  os resistentes.

Levantemos as perguntas que incomodam

Quem radicalizou os Muçulmanos na Síria e a França? Quem é que tudo tem feito  para transformar o conflito político do Médio Oriente num  conflito religioso? O Alcorão é um livro sagrado, de que se tem feito um manual de combate, um código de condução na guerra? Quem é que neste país tem recentemente proposto substituir à aprendizagem do alemão (língua por excelência da potência europeia) pelo  árabe literário, a língua dos degoladores,  (projecto de reforma no ensino intermédio)? Quem é que tem feito  proselitismo árabe cultural nos  subúrbios por medo ou corrupção ao mesmo tempo que os agride em  África ou na Síria, com os aplausos de Telavive?

É por fim a  guerra e assim as  coisas esclarecem-se  e iluminar-se-ão cada vez mais. Houve neste país servidores do islamismo sem complacência. Quanto ao resto que se saiba  também estes colaboracionistas  nos desarmaram moralmente desde há  lustros e nos despertares mais sangrentos que nos esperam, a polícia  terá muitas  dificuldades para lhes  fazer frente.  É necessário de resto voltar a ouvir  uma vez mais a declaração do estado de emergência: nem uma só vez a palavra “islamita”, a palavra “Islão”  foi pronunciada.

A classe política, direita e esquerda confundidas, carrega com a inteira responsabilidade moral e política do drama ocorrido em  Paris. Ontem ainda, os meios de comunicação social franceses continuavam a recusar-se a falar  em guerra, falando nas antenas de “rajadas isoladas”. A política da França e de Monsieur François  Hollande é transparente: apoia o terrorismo na Síria e  não se alimenta o terrorismo com uma das mãos  fingindo combatê-lo com a outra, e a França favorece uma imigração em  massa por definição incontrolável sobre o território francês, imigração que além disso tem estado a politizar  por razões eleitorais.

É pois enfim a guerra porque amanhã será a ditadura. Os Franceses devem agora preparar-se para retomarem  em mão o seu destino ao preço de grandes sacrifícios e de grandes sofrimentos. A imigração e o anti-racismo como valor, a política de submissão  à Washington e a  Israel conduzem aos resultados que temos debaixo dos nossos  olhos.

E durante todo este tempo  – curioso acaso ? – a selva de Calais volta a acender-se …

 

Michel Lhomme, Revista MetamagVENDREDI 13 NOVEMBRE 2015 : C’EST ENFIN LA GUERRE -ET CE SERA DEMAIN LA DICTATURE. Texto disponível em:

http://www.metamag.fr/metamag-3348-VENDREDI-13-NOVEMBRE-2015–C-EST-ENFIN-LA-GUERRE.html

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