SABE BEM O CHOCOLATE FRUTO DE TRABALHO INFANTIL? por clara castilho

Muito do chocolate que consumimos é produzido com o uso de trabalho infantil. A Costa do Marfim é o maior produtor mundial de cacau, respondendo por 42% da produção.

Acções judiciais foram postas a empresas pela Hagens Berman Sobol Shapiro, com o argumento de que grandes fabricantes de chocolate tendem a fechar os olhos para as violações dos direitos humanos por parte dos fornecedores de cacau na África Ocidental.

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A Universidade de Tulane realizou estudos que apontam para que mais de 4.000 crianças, de idades entre os 11 e os 16 anos,  estão em condições de trabalho forçado para a produção de cacau. Dados apontam para que, entre 2009 e 2014, o número de crianças que trabalham no setor do cacau tenha aumentado em 51%.

O escândalo é tanto que nos EUA se pretendeu colocar nos chocolates  o rótulo  “slave free” mas o poder das empresas é grande e, pelo menos até 2020, tal não irá acontecer.

US Uncut também publicou uma lista das empresas de chocolate que decidiram evitar a exploração do trabalho infantil:

  1. Hershey

    2. Mars

    3. Nestle

    4. ADM cocoa

    5. Guittard Chocolate Company

    6. Godiva

    7. Fowler’s Chocolate

    8. Kraft

Para se aprofundar ao tema da exploração ligada à produção de cacau e chocolate, sugerimos assistir ao documentário “The Dark Side of Chocolate“, no vídeo legendado em português, aqui abaixo.

O filme “O Lado Negro do Chocolate (The Dark Side of Chocolate)” denuncia essa triste prática, onde as multinacionais exploram a força de trabalho das crianças de países africanos, como a Costa do Marfim. É do jornalista dinamarquês, Miki Mistrati.

Teremos coragem de deixar de comprar chocolates destes produtores? Iremos comprar os chocolates Regina? Ou Arcádia? Avienense? Ou A Imperial?

 

 

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