PEQUENOS GESTOS QUE PODEM FAZER A DIFERENÇA NA VIDA DE QUEM ESTÁ À VOLTA por clara castilho

Não me refiro a ajudar individualmente algumas pessoas. Refiro-me a fazer algo que fica para toda uma comunidade. Muitas vezes que já deveriam estar feitas, da competências de poderes governamentais ou municipais, é certo. Mas valerá a pena intervir e não ficar de braços cruzados?

Um exemplo de, sem grandes recursos, só com:

1º – criatividade

2º – carolice

3º – força de vontade

4º – capacidade de agregação

Terá sido isto tudo que fez com que um  jovem indiano construísse uma ponte para que as crianças pudessem ir à escola. Foi no  EcoDesenvolvimento.org que encontrei esta história.

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“Os moradores de um vilarejo da periferia de Mumbai, na Índia, precisavam passar por um córrego poluído para chegarem até a cidade. Há anos eles reclamavam do estado do córrego, que contaminado e cheio de lixo, acaba tornando-se fonte de doenças.

Sem o tratamento adequado e desprovido de uma ponte ou outra forma de desviá-lo, adultos e crianças eram obrigados a passar em meio a ele para chegarem até a região onde há lojas, mercados e a escola mais próxima. Com receio de precisar entrar em contato com a água contaminada, muitos pais estavam inclusive proibindo seus filhos de irem à aula.

Indignado com essa situação, Eshan Balbale, um estudante universitário de 17 anos, decidiu construir uma ponte de bambu com seus próprios recursos e habilidades.

Dotada de 30 metros de comprimento, a ponte não chega a ser uma estrutura definitiva, mas é rígida e segura para que até 50 pessoas passem por ela ao mesmo tempo.

“Eu percebi que construir uma ponte de concreto iria exigir permissão da prefeitura e isso necessitaria de tempo. Por isso, decidi construir a ponte usando bambu, que é leve, mas firme. As crianças precisavam da ponte imediatamente já que o nível da água sobe durante as monções”, justificou Balbale.

O rapaz, que nem mesmo mora na região, pretende visitar a ponte com frequência para fazer a manutenção básica e já pensa em como melhorar a questão das condições sanitárias do bairro: construindo banheiros públicos.

A iniciativa do jovem indiano reforça que, embora o poder público tenha suas obrigações (e muitas vezes deixe de cumpri-las), cada um de nós também pode fazer a diferença para melhorar a qualidade de vida onde vivemos, em vez de apenas ficarmos reclamando e transferindo as responsabilidades aos outros.”

EcoD. http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2015/outubro/o-jovem-indiano-que-construiu-uma-ponte-para-que#ixzz3q90UrnRS

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