Actividades no Hot Club dia 30 de Dezembro 2015 e dia 2 de Janeiro 2016

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Hot Clube – Praça da Alegria 48

Dia 30 de Dezembro

Septeto do Hot Clube de Portugal

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Bruno Santos – guitarra; João Moreira – trompete; Pedro Moreira – saxofone tenor; Ricardo Toscano – saxofone alto; Romeu Tristão – contrabaixo; João Pereira – bateria; Joana Machado – voz.

Concerto a partir das 22h30. Entrada livre.

Dias 31 de Dezembro e 1 de Janeiro

O Hot Clube encerra nos dias 31 de Dezembro e 1 de Janeiro

Dia 2 de Janeiro

Mário Laginha Trio

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Mário Laginha – piano; Bernardo Moreira – contrabaixo; Alexandre Frazão – bateria.

Mário Laginha Trio – o gosto pela diversidade e pelo risco

Mário Laginha não é o homem dos sete instrumentos, porque o seu instrumento é o piano, mas o pianista gosta de navegar pelos muitos mundos sonoros que fazem o planeta música. Basta espreitar para os discos que gravou com a cantora Maria João, marcados pela linguagem do jazz, mas por onde perpassam influências que vão desde a música portuguesa e a clássica (sobretudo no disco a solo “Canções e Fugas”), até à pop anglo-saxónica ou às músicas brasileira e africana, para percebermos que estamos perante um músico que não gosta de ser catalogado em categorias estanques.

No trio que mantém com o contrabaixista Bernardo Moreira e o baterista Alexandre Frazão, com quem gravou até agora dois discos, Mário Laginha mantém esse gosto pela mistura, pela diversidade e pelo risco. No caso de “Espaço” (2007), o ponto de partida foram conceitos mais ou menos abstractos relacionados com a arquitectura, que serviram para criar um conjunto de temas com designações próximas da linguagem dos arquitectos e urbanistas – “Tanto espaço”, “Escada”, “Plano”, “Vazio urbano” -, de que resultou um disco imediatamente classificado pela crítica da especialidade como do melhor jazz alguma vez feito entre nós.

No segundo disco do Mário Laginha Trio, “Mongrel” (2010), o pianista levou ainda mais longe o desafio e o risco. O pretexto para o disco, nascido de uma encomenda do São Luiz Teatro Municipal e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, foram obras de Fréderic Chopin, uma empreitada arriscada que Laginha agarrou com uma mistura de respeito pelo grande músico polaco e de liberdade para infringir compassos, tempos e melodias, operando com isso uma transfiguração das obras originais, que passaram a ser temas que se encaixam indiscutivelmente no mundo criativo de Mário Laginha.

Concerto a partir das 22h30 (2º set às 00h). 7,5 € para não sócios, 5€ para sócios.

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