A QUATRO MÃOS – CASTILHO & CASTILHO – 21

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Perante o passado ela olhava o futuro. Naquele local, há milhares de anos, a via fluía. Uma vida completamente diferente, com regras sociais diferentes, com pessoas sujeitas a outras normas, com pessoas que se satisfaziam (ou não…) com a vida como ela se apresentava.

O decorrer da história impusera mudanças, novos poderes, subjugações, ilusões desfeitas, novos caminhos percorridos.

Aqui, ela se sentia infinitamente pequena. Aqui se confrontava com tudo.

Perante o passado ela olhava o futuro. O dela, agora. O que no seu passado poderia ter sido diferente? O que lamentava? O que faria de outro lodo?

Perante o passado ela olhava o futuro. O dela e dos seus mais próximos. O que poderíamos aprender com os erros? O que poderíamos ter coragem de mudar? O que conseguiríamos fazer de um outro modo?

Perante o passado ela olhava o futuro. O dela e do seu país. O que se conseguiria fazer de um modo que a todos fosse útil? O que se poderia mudar de forma a que se vivesse mais feliz? Como diminuir o egoísmo, oportunismo? Como …..tantas coisas?…

Aqui, ela se questiona em tudo. Sem certezas dos caminhos, mas com certezas do que pretendia.

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