Segundo nos informa o Diário de Notícias, a Segurança Social, isto é, o FEFSS-Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, gerido pelo Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (desculpem se o nome não vai bem escrito) não terá perdas directas com a dívida do Novo Banco que passa para o BES. O título da notícia é Segurança Social escapa a perdas com o Novo Banco. Ainda bem. Mas quem vai pagar? A notícia diz-nos ainda que os grandes perdedores serão essencialmente investidores internacionais (cita a Bloomberg). Esperemos pela continuação do assunto. Mas deve-se salientar que, mais adiante, a mesma notícia refere os prejuízos que o FEFSS teve com os desastres da PT (será que ainda se chama assim? Não será Pharol, Altice, ou coisa que o valha?).
Em 2016, os assuntos do Novo Banco, BES, BANIF, BPN e de outros da mesma igualha vão continuar a encher os cabeçalhos dos jornais, os noticiários da televisão, e a ser uma fonte de preocupação para todos nós, a começar pelos que têm menos recursos. Na medida em que mesmo quem não tem dinheiro no banco está sob ameaça, pois podem cortar os salários, aumentar os impostos, reduzir as pensões, para cobrir os buracos causados pelos delírios bancários e financeiros. Estes delírios arrastam-se há muito tempo, como começa a ser reconhecido, embora a muito custo. Alterar o sistema bancário e financeiro é um ponto fundamental. Contudo, é aí que está o problema fundamental. O Banco de Portugal, o que é realmente? Um organismo público ao serviço do país (dos portugueses), que vela pela vida económica e financeira, ou uma torre de marfim, para privilegiados descansarem, entre funções especiais? E as restantes instituições do sector, qual é realmente o papel que desempenham?
Por cima deste panorama temos a União Europeia e o BCE, que não têm contribuído para melhorar este panorama. Falou-se, há poucos anos, de que seria dada prioridade à integração bancária. Contudo, tanto quanto sabemos, esta matéria tem progredido com dificuldade. Talvez seja mesmo de dizer que não tem progredido nada. Um dos problemas será ao nível da própria banca alemã que, ao contrário do que muitos pensarão, não tem uma vida fácil, e não será por eventuais falhas de pagamentos pelos chamados países periféricos. Será sobretudo por causa da banca regional germânica, que não estará nada bem.
As matérias que acima procurámos alinhar deverão ter um esclarecimento adequado, em termos acessíveis ao grande público. O historial das imparidades, e a responsabilização necessária de pessoas e instituições, deverão seguir-se. Propomos que acedam a estes links:
http://avaliarpatrimonio.blogspot.pt/2011/08/o-conceito-de-imparidade.html
http://www.dn.pt/dinheiro/interior/seguranca-social-escapa-a-perdas-com-novo-banco-4959193.html
http://leitor.expresso.pt/#library/expresso/semanario2252/revista-e-2252/-e/A-Grande-Fraude

