UMA NOVA RUBRICA: «o grito do coiote» -à uma da manhã

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Passa amanhã o oitavo aniversário sobre a morte de Luiz Pacheco. Controverso, associal, entrando por vezes no território do obsceno, Pacheco foi um grande escritor e só não foi maior porque estabeleceu como prioridade a descida ao inferno do vómito, do abjecto – com essa opção privou-nos de uma obra que estaria entre as maiores da Língua portuguesa – basta o seu Teodolito para servir de aval à nossa afirmação.

O GRITO DO COIOTE (não pusemos o «Uivo do Coiote», título de um livro seu – ele não perdoava plágios) – mas  o sentido é o mesmo: o animal não suporta mais a fome, a perseguição, o ódio – grita, uiva, chama. Bem sabemos que só existem coiotes no continente americano, mas lobos e chacais sofrem o mesmo tratamento. E homens, seres humanos que gritam e uivam. O nosso grito é de desdém – esta sociedade não merece mais do que um uivo de desprezo.

Foi esse desprezo que o Luiz demonstrou afogando o seu enorme talento em vinho e aguardente e na exaltação da face oculta do sexo. É esse espirito anticonvencional que anima esta nova secção – um blogue dentro do blogue. Carlos Loures e Dorindo Carvalho são os responsáveis-Mas contámos cm a ajuda de todos.

Logo, à uma da manhã  o nosso coiote solta o primeiro grito.

 

 

 

 

 

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