O Carnaval ainda não terminou e promete reservar ainda horas de grande animação para a cidade e as dezenas de milhares de visitadores mais ou menos aficionados que invadiram nesta temporada o dédalo de ruelas que vão desembocar na Praça e nos campi principais. Não faltaram as polémicas sobre os números reais das presenças, estimadas em 130.000 no último fim de semana – dados contestados pelas associações de hoteleiros e comerciantes, desiludidos nas suas expectativas. Mas já se está a trabalhar com vista ao próximo Dia dos Namorados, que este ano até calha num fim de semana, e a cidade prepara-se a apresentar-se na sua vertente romântica. O que é preciso é que a máquina turística não pare.
No entanto, apetece falar de uma iniciativa promovida nos últimos anos pela Cidade de Veneza e que demonstra a consciência cada vez mais forte da necessidade de desenvolver um turismo sustentável. O título já em si diz muito: “Detourism: Veneza como nunca a viu”. Saindo dos roteiros convencionais, os viajantes são convidados a perder-se numa Veneza inédita e secreta, seguindo alguns bons conselhos para manter um comportamento sustentável e responsável e dar-se ao luxo da lentidão (http://www.veneziaunica.it/it/content/eco-galateo-venezia). Porque Veneza é a cidade perfeita onde perder-se; para viver Veneza como os venezianos e descobrir uma Veneza diferente.
O projeto associa-se à publicação de mapas virtuais que conduzem os interessados numa viagem lagunar bio-eco-solidária: mercados biológicos, parques, comércio que privilegia os produtos locais (os chamados “quilómetro zero”), lojas de artesanato e de comércio justo e solidário. Destaca-se ainda a publicação mensal de uma web-magazine (https://issuu.com/cittdivenezia) e a newsletter semanal em versão bilingue, com sugestões sobre exposições e eventos inusuais