A COLUNA DE OCTOPUS – QUEBRA DO PREÇO DO PETRÓLEO: UM ATAQUE PLANEADO…

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Petróleo - I

Uma das explicações da baixa do preço do petróleo deve-se ao abrandamento da economia chinesa, outra é o aumento da produção de petróleo (não convencional) pelos Estados Unidos assim como o facto da Arábia Saudita (principal produtor) não querer baixar a sua produção.

O que poucos falam é da programada queda do preço do petróleo para que os Estados Unidos atingem os seus fins geo-estratégicos.

Petróleo - II

 

Tudo isto não passa de uma queda programada do preço do petróleo, em que os Estados Unidos atingem em pleno os seus objectivos:

Rússia

– A baixa de preço do petróleo irá quebrar as intenções do papel da Rússia a nível mundial. Putin não quer uma nova URSS, mas quer recuperar a antiga dimensão da Rússia. Com um grande apoio da sua população e com um poder militar renovado, capaz de fazer frente à hegemonia americana, está a “dar cartas”. É um alvo prioritário a abater. As alternativas para o transporte de gás natural russo à muito que estão a ser estudadas pelos países ocidentais. A baixa do preço do petróleo irá afectar a sua economia e enfraquecê-la.

Venezuela

– A intenção é “afogar” o regime da Venezuela, grande produtor de petróleo, que apostava a sua economia nesse produto. Hugo Chavez, apesar das muitas críticas, melhorou muito a vida das populações mais pobre. Fez frente às multinacionais americanas e por isso foi odiado pelos media nas mãos dessas mesmo multinacionais. Pagou o preço por isso. Agora têm um presidente de transição incapaz. A Venezuela irá ter, em breve, um novo presidente complacente com os interesses americanos.

Argélia

– A economia da Argélia está depende da produção de petróleo em cerca de 70% do seu rendimento. Depois das “primaveras árabes”, do Egipto, da Líbia e da Tunísia, a Argélia, maior país africano e grande produtor de gás, está desde à anos na mira dos Estados Unidos para ser subordinada ao poder americano. É o próximo alvo, ainda este ano, ou no próximo, terá um chefe de Estado “eleito” pelos americanos.

Nigéria

– A Nigéria é apenas um efeito colateral. Maior produtor africano de petróleo, este país já vive no caos. Dominado pelas grandes empresas petrolíferas americanas, estava pouco a pouco, como todos os países africanos invadido por interesses chineses que em troca do petróleo forneciam serviços, como estradas, escolas e hospitais. Está na altura de acabar com isso.

Angola

– Angola vai ver cair a sua economia num caos com a substituição do seu actual presidente, que já não satisfaz os seus comanditários que o mantêm no poder há décadas. Está na altura de ser substituído, provavelmente ainda este ano, dada a progressiva contestação interna. Eduardo dos Santos já não serve os objectivos pelo qual foi colocado no poder. Teremos uma mudança para o substituir por outro presidente que será mais do mesmo mas com a ilusão de alternância.

Brasil

– O Brasil, grande produtor de petróleo, afogado pelos numerosos problemas de corrupção, após uma melhoria social no governo de Lula, encontra-se debaixo de vários problemas que parecem todos surgidos, como por acaso, ao mesmo tempo. Baixa do preço de petróleo que afecta duramente a sua economia, obras gigantescas por ter ganho a realização do jogos Olímpicos e finalmente acusado de um foco de um estranho vírus, o vírus Zika. Dilam irá perder o poder e irá ser eleito um novo presidente menos incomodo.

Esta queda continua do preço do petróleo poderá num breve prazo provocar um novo krach bolsista mundial…mas isso já está planeado…

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