BISCATES – ESPIRROS DE UMA SEMANA DE CHUVA E GRIPE – por Carlos de Matos Gomes

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Estamos bem servidos: Argumento da direita contra o orçamento do PS: o teu orçamento é tão mau como os meus.

Comentadores económicos: Estão para o orçamento como o Correio da Manha está para Sócrates.

A nova social democracia, versão de Passos Coelho: Em tempos de oposição todos os ratos são pardos.

Fé: Ninguém, nem governo nem oposição quer falar de renegociação da dívida. Todos acreditam que podemos viajar de noite e sem faróis!

Produtos derivados. Os objetivos de quem utiliza esta classe de ativos vão desde a cobertura do risco à especulação (definição clássica).  A exposição do Deutsche Bank no mercado de derivados é 20 vezes maior que o PIB da Alemanha e 5,7 vezes maior que o PIB total da Zona Euro. O maior banco de investimento alemão é um dos muitos que andam há muitos anos a arriscar em fundos especulativos gigantescos no grande casino global. O Deutsche Bank e outros sobreviveram ligados à máquina nos últimos anos anos graças às políticas de austeridade, abençoadas na UE pela Alemanha e países satélites da geringonça financeira do €. Só nos últimos anos, biliões de euros foram transferidos directamente do bolso dos contribuintes para os grandes bancos. O problema, segundo Schauble, o amigo alemão de Maria Luís Albuquerque é o orçamento português…

Animadores de pista e trapezista. O orçamento do Estado Português foi aprovado em Bruxelas. Na Assembleia da República vão ficar os animadores de pista a fazer números para entreter. O trapézio está em Berlim. Antigamente (no Circo Napoleon) havia um trapezista com o nome de Jules Léotard – que inaugurou a modalidade de trapézio voador com salto mortal em pleno voo – era parecido com o António Costa.

Falar com Deus: Nunca falar com os santos sabendo que quem nada é Deus. Foi o que António Costa fez. Foi tratar do assunto com Merkel e ainda lhe disse que não ia incomodar. O Portas foi falar com o diabo do Junker.

O contabilista careca. A senhora Merkel tem um contabilista em Bruxelas que se chama Moscovici. Neste tempo de nova guerra fria e défice não devia ser o Moedas?

Os gémeos Schäuble. Um, é ministro das finanças da Alemanha e restante império e atesta o rigor das percentagens do défice dos orçamentos. O outro é administrador da Volkswagen e atestava o rigor das percentagens de emissões de CO nos carros que vendia. Este já foi apanhado. O outro ainda não. A química é mais rigorosa que as finanças. Ou, os produtos derivados e as vigarices do Deutsche Bank são melhores para o capitalismo que os escapes dos carros.

Crucificação. O ministro Centeno tem cara de crucificado bíblico. Pela lei alemã que reina a partir de Bruxelas, devia ser um fariseu, um judeu devoto à Tora do Tratado Orçamental. Pelo costume nacional, o ministro das finanças devia comportar-se como um saduceu e estar ao serviço das classes altas e dos ricos. A aliança de esquerda obriga-o a ser um Cristo, que defende os pobres. O destino é a cruz. Os mais malandros escaparam, lembro-me do Bessa, do Campos e Cunha, do Gaspar…

Condecorações. A antiga Casa Buttler, ou a das Bandeiras são negócio de futuro.

Agentes internacionais. Tínhamos alguns dos melhores. Sócrates, Bataglia, Veiga… o juiz Alexandre anda a prendê-los. Pura sabotagem económica. Ou inveja. Haja esperança, ainda restam o Relvas… o Monteiro…

O BANIF. A gruta do Alibábá Roque e 40 amigos dava lucro, garante Passos Coelho. O BANIF, para Passos Coelho, devia funcionar como o mealheiro da minha neta. Também lhe dá lucro quando eu meto lá o meu dinheiro.

A TAP. O contrato mistério. Afinal a TAP existe? Ou é uma lavandaria? O que diz o poderoso sindicato dos pilotos? Onde pára o consultor aviador que decretava greves no Natal e Fim de Ano? Ninguém ouve o Monteiro?

Coerência e saudação. Depois de anos a mostrar capas de livros nas TV, Marcelo Rebelo de Sousa, presidente eleito, foi à livraria Ulmeiro dar uma ajuda, bem merecida, ao José Ribeiro.

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