A COLUNA DE OCTOPUS – A UNIFORMIZAÇÃO ESTÁ A MATAR A DIVERSIDADE ALIMENTAR

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A uniformização alimentar está a matar a diversidade alimentar com a produção de sabores insípidos e de baixo teor de vitaminas e oligoelementos. Muitas das doenças actuais são provocadas por essa deficiência alimentar. Só comemos porcaria…

Pensa que a composição do pão é simples?

Tem toda a razão: farinha, água, sal e levedura.

Contudo, a receita do pão da McDonald, nos seus hambúrgueres, mais parece uma posologia medicamentosa. Aditivos químicos, corantes, conservantes, alguns destes produtos químicos até são utilizados na indústria plástica ou metalúrgica.

Aqui fica receita:

farinha enriquecida (farinha de trigo branqueada, farinha de cevadamaltada, niacina, ferro reduzido, mononitrato de tiamina, riboflavina,ácido fólico, enzimas), água, xarope de milho, açúcar, levedura, óleo de soja e / ou óleo de soja parcialmente hidrogenado, contém 2% ou menos doseguinte: sal, sulfato de cálcio, carbonato de cálcio, glúten de trigo, sulfato de amónio, cloreto de amónio, melhorador de massa (estearoil-lactilato desódio, emulsionante, ácido ascórbico, azodicarbonamida, monoglicéridose diglicéridos, monoglicéridos etoxilados, fosfato monocálcico, enzimas,goma de guar, peróxido de cálcio, farinha de soja), propionato de cálcio ede sódio (conservantes), lecitina de soja.

Não admira que esse “pão” não sofra qualquer decomposição e não é sujeito a ser atacado por qualquer bolor, por qualquer bactéria ou insecto. Este “pão” pode durar vinte ou trinta anos sem se deteriorar. Parece imortal. 

 

A grande mentira dos aromas.

 

Frequentemente vimos referenciado nos iogurtes: aroma natural de morango.

Só para ter uma ideia, a produção mundial de morangos não é suficiente para abastecer os Estados Unidos apenas nos seus iogurtes com aroma natural de morango.

Como é que é resolvido este mistério? Como é que os Estados Unidos conseguem a proeza de ter iogurtes “de morango” quando a produção mundial, a ela só, não é suficiente para abastecer este mercado? Simplesmente porque esse “aroma natural” não é feito a partir de morangos, mas sim de a partir de uma madeira australiana, água e álcool. 

Tudo isto são ingredientes “naturais”, portanto não é uma mentira, só que não são morangos. São então 170 000 toneladas de aromas de morango que a Europa consome como morangos, com mais de 95 000 toneladas de glutamato que aumentam o sabor.

 

Os ovos.

A grande maioria dos ovos consumidos são provenientes de galinha criadas em condições asquerosas: galinha numa gaiola onde não se conseguem movimentar e nunca irão ver a luz do dia. 

Para os mais atentos, existe uma referência carimbada em cada ovo. Antes da sigla “PT” existe um número: “0” para as galinhas criadas ao ar livre com alimentação biológica, “1” para galinhas criadas ao ar livre, “2” para galinhas criadas em solo, “3” para galinhas criadas em gaiolas. A escolha é sua. O gosto, além da criação das galinhas ser criticável, é muito diferente.

 

O fim da diversidade e sabor.

 

No último século, 75% das variedades cultivadas desapareceram, em favor da uniformização das culturas e mecanização.

Os tomates, por exemplo, não sabem a nada porque são saturados de água para incharem, em detrimento do gosto, porque o produtor é pago em função do peso. 

Resultado: temos apenas uma dezena de tomates (os mais rentáveis) , maças ou peras disponível nos supermercados para consumo, e o mesmo se passa com a maioria da fruta e legumes.

Esta uniformização massiva das culturas fez com que dos milhares de vegetais cultivados desde o nascimento da agricultura, subsistem apenas umas 150 hoje em dia. E destas, 75% da alimentação mundial é representada por apenas 12.

Existem cerca de 12 000 variedades de tomates, 4 000 de batatas, 1 000 de bananas, 10 000 de arroz, 250 de ervilhas, 4 000 de peras, 700 de castanhas, 500 de morangos, 1 000 de magas, 2 000 de maças,…

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