A QUATRO MÃOS – CASTILHO & CASTILHO – 27

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A casa estendia-se pelo jardim. Harmoniosamente. Envolvida pelas plantas que ora a encobriam, ora abriam janelas para respirar e comunicar com o exterior.

A casa era refúgio. A casa era planos para o futuro.

O andar térreo ligava-se ao superior por uma escada ampla, arejada, acompanhada de uma parede de vidro imponente que tudo vigiava.

Muito ela poderia dizer! Das vozes abafadas, dos gritos das crianças, dos choros (às claras ou às escondidas), das conversas ao telefone, das gargalhadas verdadeiramente sentidas, dos lutos, dos sonhos…

A bela curva do corrimão, polido pelas mãos que nelas se apoiavam, gostava era dos traseiros das crianças que nele escorregavam, cheias de adrenalina de experimentar o risco, desafiando regras e culminando no alívio do aterrar sãos e salvos! Prontas para recomeçar…

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Foto exposta em Budapeste,na Exposição “Lines and curves”, 17 Março a 12 de Abril 2016

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