EDITORIAL – É POSSÍVEL CONTRARIAR A INFLUÊNCIA DAS POSIÇÕES ANTIDEMOCRÁTICAS DA MAIORIA DA IMPRENSA?

Sabemos nas mãos de quem está a imprensa portuguesa, televisão e jornais logo editorialescritos e on-line. Sabemos dos favores que fazem e porquê. Sabemos quem fica a ganhar com isso. PSD/CDS merecem respeito e são assim tratados, PS/PCP/PEV/BE, apesar de também eleitos democraticamente e constituírem uma maioria parlamentar, são uma “geringonça”.

Ah, mas estamos num país onde as notícias de um prémio de cinema de um filme onde se denunciava a estratégia xenófoba para afastar clientes ciganos (Leonor Teles  que ganhou um Urso de Ouro para melhor curta-metragem pelo filme Balada de um Batráquio) levaram ao esgotar dos stocks de batráquios de porcelana, para mais e mais serem utilizados!

Num país onde parece normal uma ex-ministra das finanças continuar a ser deputada no parlamento e trabalhar para um empresa com graves responsabilidades na situação económica do país. Mas o que era válido enquanto o PSD era poder ( Pedro Passos Coelhos, Agosto de 2014, na Festa do Pontal no ataque ao que chamou ligações promíscuas do BES à política e aos políticos: “Vamo-nos apercebendo bem dos privilégios — para não dizer da falta de ética — de muita gente que vivia entre a política e os negócios e os negócios e a política

Num país onde a imprensa nacional transforma opinião de colunista de um jornal num alerta de resgate económico, para dar a imagem de que o Governa estaria em apuros (Diário Económico e Observador copiando um título e lançando: “Estamos a caminho de novo resgate? Nos Estados Unidos diz-se que sim”

Num país com um recém eleito Presidente da República criou uma imagem de que se lhe  não pode dar as costas (Anselmo Ralph quando se espalhou no concerto da Praça do Município de Lisboa, ao distanciar-se de Marcelo Rebelo de Sousa).

Sim, é difícil contrariar esta tendência quando, para se tomar decisões e ter opiniões devidamente fundamentadas, falta a informação.

1 Comment

  1. o que falta são jornais, rádios e televisões de Esquerda Crítica e Reflexiva, mediaticamente competentes, que a ruptura histórica PCP / PS promoveu e que deve ser revertida com ganhos, como o actual Governo de Frente de Esquerda demonstra.
    Não é de esperar que nesta indústria os investidores de Direita sejam ‘imparciais’ – fazem a sua Luta, é preciso que nós façamos a nossa. Entretanto convém não esquecer que a RTP é do Estado e que o Governo é de Esquerda e tem poder para alterar na RTP esse desequilíbrio.
    O divisionismo deu um péssimo espectáculo nestas eleições presidenciais, a Esquerda auto-derrotou-se por não ter conseguido negociar com antecedência um(a) candidato(a) consensual. A Direita preparou esta candidatura durante dez anos e, para quem está atento, Portas já anunciou que vai preparar a sua nos próximos dez. Que candidato consensual vai a Esquerda alimentar nesses dez anos? Guterres? Louçã? Costa? Ou vai repetir o erro de deixar a Maçonaria indigitar um candidato ‘universitário’ sem curriculum político como Nobre (maçon, da AMI) ou Nóvoa?

Leave a Reply