EDITORIAL: E se as divergências se decidissem em jogos de xadrez?

logo editorialA arte da guerra tem evoluído tecnologicamente. Porém, o objectivo central mantém-se inalterável em todos os registos históricos – dizimar o inimigo. Cacetes, pedras, catapultas, balestilhas, bestas, arcos, lanças, escudos, espingardas, baionetas, metralhadoras, canhões, misseis, couraçados, fragatas, corvetas, mísseis, F.16 e por aí fora … Quando um artilheiro acciona a sua arma, ter êxito é o seu projéctil acertar num paiol e provocar dezenas de baixas ao inimigo. O facto de ter semeado uma jeira de tragédia – órfãos, viúvas, inválidos, não empalidece o fulgor que a pontaria ou a  sorte que o ter acertado provocou.

Diz-se que em vésperas de Aljubarrota, Nuno Álvares Pereira percorreu prisões, prometendo a liberdade inclusive a condenados à morte, caso lutassem com bravura. No Estado vizinho os manuais de História registam a derrota castelhana de forma discreta. No entanto, conta-se também que raras famílias castelhanas nao tiveram pelo menos um morto. Gente trajada de negro, homens de barba comprida em sinal de luto denunciavam o impacto da derrota sofrida, Sem honra, diziam os castelhanos – os portugueses cavaram extensas valas cobertam com ramos de árvore onde a cavalria inimiga se afundava, cavalos com pernas fracturadas e cavaleiros cobertos de ferro que caídos não conseguiam ergur-se antes que a malandragem dos calabouços os rodeasse e subindo-lhes as viseiras os degolasse. Sem falar no facto de as forças castelhanas terem chegado, não em bloco, mas em contingentes que iam sendo aviados à medida que iam chegando.ingleses foram também uma boa ajuda – a cada saraivada de flechas o sol deixava de iluminar o campo de batalha.

Que honra houve em Hiroxima?

As vitórias militares dependem do valor dos vencedores, mas também do material usado, das artimanhas e, muitas vezes.da ausência do sentido de honra. Evolução, já que somos o único ser do planeta com uma inteligência biológica, seria dirimir diferendos jogando xadrez,

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3 Comments

  1. Lamento ter que dizer isto – já li muitos disparates na vida, mas isto excede tudo em ignorância científica e em delírio omnipotente. Usar assim o pensamento degrada o próprio conceito de pensamento.

    1. Aceito a legitimidade da crítica e a minha pele de crocodilo aguenta a má educação com que é feita, embora revele algum défice de capacidade cognitiva. O texto está mal escrito, mas o princípio que defende parece-me correcto – a «arte da guerra» é, de certo modo, um anacronismo incompatível com uma evolução cultural que faz parte da nossa condição biológica. E ontem celebrava-se o 150º aniversário do primeiro campeonato mundial de xadrez vencido pelo austro húngaro William Steinitz. Informação com que o editorial começava e que se perdeu na passagem para o blogue.

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