A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
A arte da guerra tem evoluído tecnologicamente. Porém, o objectivo central mantém-se inalterável em todos os registos históricos – dizimar o inimigo. Cacetes, pedras, catapultas, balestilhas, bestas, arcos, lanças, escudos, espingardas, baionetas, metralhadoras, canhões, misseis, couraçados, fragatas, corvetas, mísseis, F.16 e por aí fora … Quando um artilheiro acciona a sua arma, ter êxito é o seu projéctil acertar num paiol e provocar dezenas de baixas ao inimigo. O facto de ter semeado uma jeira de tragédia – órfãos, viúvas, inválidos, não empalidece o fulgor que a pontaria ou a sorte que o ter acertado provocou.
Excelente texto, com a coerência do alerta consignado de maneira pungente. Parabéns!
Lamento ter que dizer isto – já li muitos disparates na vida, mas isto excede tudo em ignorância científica e em delírio omnipotente. Usar assim o pensamento degrada o próprio conceito de pensamento.
Aceito a legitimidade da crítica e a minha pele de crocodilo aguenta a má educação com que é feita, embora revele algum défice de capacidade cognitiva. O texto está mal escrito, mas o princípio que defende parece-me correcto – a «arte da guerra» é, de certo modo, um anacronismo incompatível com uma evolução cultural que faz parte da nossa condição biológica. E ontem celebrava-se o 150º aniversário do primeiro campeonato mundial de xadrez vencido pelo austro húngaro William Steinitz. Informação com que o editorial começava e que se perdeu na passagem para o blogue.