EDITORIAL – LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE/SOLIDARIEDADE

logo editorial

A questão dos colégios privados que celebraram contratos de associação  com o governo vai continuar a agitar as águas, ao que tudo indica. Mas, na verdade,  que questão é esta? Pais procurando que os seus filhos tenham a melhor educação que possível? Directores (directores/proprietários) de colégios procurando assegurar financiamentos por parte do estado? Governantes procurando gerir melhor que possível o orçamento do estado (OE) e ao mesmo tempo garantir o ensino para todos? Não teremos nós aqui um conjunto de questões manipuladas

As tentativas de implantar o ensino público para todos, desde há mais de um século, em Portugal e não só, têm sido motivadas pelo sentimento de que garantindo um ensino público igual a toda a população,  a partir dos anos mais jovens que possível, consegue-se avançar no caminho da igualdade de oportunidades entre todos os cidadãos, condição básica para a implantação da democracia. A igualdade à partida é considerada como um factor de bem-estar, na medida em que a sua percepção pela generalidade das pessoas remove bloqueios e propensões a acomodação a situações de inferioridade e prejuízo. Não será descabido aqui comentar que numa época em que se fala tanto de competição e competitividade, tidas como indispensáveis ao crescimento e ao progresso, a existência de condições de igualdade à partida (à partida=desde os primeiros anos de vida) é claramente um factor globalmente positivo para a sociedade em geral.

Um aspecto essencial da questão é o da gratuitidade do ensino. Só ela pode garantir uma igualdade efectiva. Na hora em que começa a haver custos aparecem as diferenças entre as pessoas, isto é, as diferenças resultantes dos meios das famílias com crianças para educar. Não basta garantir a gratuitidade de alguns aspectos. Para haver justiça e igualdade, é necessária a  gratuitidade de todos os aspectos de uma educação digna e efectiva, assim como a todos os direitos básicos, como a saúde, o acesso à justiça, o direito ao trabalho e a segurança na infância e na velhice.

Propomos que cliquem nos links seguintes:

 

https://www.publico.pt/opiniao/noticia/e-se-parassemos-para-pensar-1733395?page=2#/follow

http://www.dn.pt/portugal/interior/tribunal-de-contas-esclarece-que-so-elaborou-informacao-tecnica-sobre-contratos-de-associacao-5197593.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+DN-Portugal+(DN+-+Portugal)

https://www.publico.pt/sociedade/noticia/hoje-ha-manif-de-colegios-em-lisboa-porque-protestam-1733414?page=2#/follow

https://aviagemdosargonautas.net/2016/05/26/editorial-o-equilibrio-instavel-algumas-achegas-para-esclarecimento/

 

 

Leave a Reply