DIÁSPORA. CONCLUSIONES DE LAS V JORNADAS DE VALORIZACIÓN DE LAS FORTIFICACIONES DE LA RAIA/RAYA LUSO-ESPAÑOLA, por Moisés Cayetano Rosado

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(El mismo día -sábado 21 de mayo- en que se celebraban las Jornadas, se dio a conocer la inclusión de las Fortificaciones Abaluartadas de la Raia/Raya en la Lista Indicativa del Patrimonio de la Humanidad de la UNESCO, tras iniciativa de Valença do Minho, almeida, Marvão y Elvas. Reivindicación en que vienen incidiendo estas Jornadas), que en esta V Edición tiene las siguientes CONCLUSIONES:

Inicio de las V Jornadas
Inicio de las V Jornadas

No final de um dia de intenso e prolífero trabalho, é possível apresentar de forma sucinta e ainda preliminar as  considerações mais relevantes, com especial relevância para as questões científicas e para as principais conclusões decorrentes da realização das V Jornadas de Valorização de Fortificações da Raia.

Não é demais recordar que a V edição das Jornadas encontrava-se estruturada em torno do tema aglutinador: A Fronteira Moderna e a 2.ª linha de confrontação da raia extremenha-alentejana: fortificação e reutulização.

O património abaluartado da raia luso-espanhola  já teve o seu quinhão  de incompreensões, preconceitos e equívocos.  Levantado o véu que escondia a luminosidade da sua importância militar, histórica e arquitectónica a arquitectura abaluartada, devido em grande parte à realização das várias  edições das Jornadas de Valorização de Fortificações da Raia, é hoje considerada uma tipologia muito importante.

Como aqui foi amplamente referido, quando lembramos o património arquitectónico militar, é importante não esquecer que do ponto de vista histórico,  a “militarização” do território fronteiriço estruturou-se através do sistema abaluartado, com funções defensivas e estratégicas, em íntima relação com os suportes físicos e naturais.

Todo este património, que se estende por uma extensa área territorial de influência transfronteiriça ibérica, de 1.234 km lineares e com cerca de 5 milhões de habitantes, adquire uma extraordinária particularidade, especialmente no espaço Extremenho-Alentejano que reúne um legado defensivo de uma densidade e autenticidade não superado em toda a raia, sendo testemunha excepcional de períodos significativos da história humana.

Por outro lado, as V Jornadas permitiram claramente a integração de diferentes objectivos com particular destaque para a continuidade do estudo, valorização e divulgação do Património Abaluartado da Raia Luso-Espanhola.

Deste modo, as praças fortificadas de segunda linha de confrontação do corredor de invasão Madrid-Lisboa, o mais activo, fortificado e rico em património abaluartado, foram hoje objecto de um estudo aprofundado, com especial destaque para:

  • as testemunhos fortificados anteriores ao sistema abaluartado;
  • as problemáticas relacionadas com as penalidades da população civil, da construção e edificação, da história militar e do espectro geográfico das praças militares de retaguarda alentejana e extremenha, como é o caso de Vila Viçosa, Ouguela e outros quartéis militares do Alentejo, assim como as de Olivença e Mérida;
  • A riqueza cartográfica e ilustrativa manifestas na obra de Lorenzo Possi e Pier Maria Baldi, entre outros;
  • o sistema geral pré-Vauban e a sistematização da nova estratégia da arquitectura militar moderna da Europa;
  • as estratégias para a potenciação turística das cidades e vilas abaluartadas em produtos turísticos e culturais;
  • o valor e a qualidade do património abaluartado da raia luso-espanhola, designadamente o conceito geral do empreendimento deste tipo de patrimonio.
Licinio Lampreia, directo adjunto Callipole, lee las conclusiones
Licinio Lampreia, directo adjunto Callipole, lee las conclusiones

A realização destas Jornadas permitirá a posterior publicação das comunicações proferidas na Revista O PELOURINHO-Boletim de Relações Transfronteiriças, dirigida por Moisés Cayetano Rosado e editada pela Diputación Provincial de Badajoz, que reunirá os textos dos participantes, tal como aconteceu, aliás, nas edições anteriores das Jornadas.

Por outro lado, no que respeita ao nível de execução destas Jornadas, comparando as iniciativas previstas do programa com o conjunto das actividades realizadas, podemos considerar como bom o nível de execução deste evento, sendo o seu programa totalmente cumprido.

Falar de todos os aspectos que estão subjacentes à realização do V Jornadas de Valorização de Fortificações da Raia requeria, sem dúvida, mais tempo e mais espaço. No entanto, não podemos deixar de sublinhar que o mesmo foi oportuno e permitiu criar um espaço colectivo de reflexão, de intercâmbio de informações e de debate em torno de um tema apropriado e de plena vigência.

A conjugação dos argumentos acima expostos, permitem-nos afirmar que os resultados das V Jornadas foram bastante positivos a vários níveis, com particular incidência:

  • no aprofundamento do conhecimento sobre as fortalezas abaluartadas da raia transfronteiriça extremenho-alentejana, e da raia luso-española, em geral, assim como outras problemáticas relacionadas com a construção e edificação destes monumentos;
  • Incentivar a participação de instituições e da sociedade local nas iniciativas e nos debates relacionados com a problemática do património.

F na visibilidade pública das questões  relacionadas com esta problemática.

F na implementação  de  uma estratégia  de  intervenção  que  enfatizou    a adopção de uma cultura de parceria e de colaboração.

Enfim, de acordo com pressupostos acima expostos, pensamos que existem motivos suficientes para afirmar que a iniciativa não defraudou as expectativas.

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