No final da reunião do Eurogrupo de ontem Dijsselbloem afirmou que os países do Euro “vão votar a favor da recomendação da Comissão de forma unânime”, ou seja, espera-se que a reunião de hoje do Ecofin confirme a proposta da Comissão Europeia de aplicação de sanções a Espanha e a Portugal por défice excessivo em 2015. Recorde-se que desde que o Tratado Orçamental está em vigor todos os países da UE já incumpriram as metas do Tratado e nada lhes aconteceu e que neste momento a França e a Alemanha estão a incumprir, mas a questão das sanções não se põe.

Agora espera-se que o Conselho Europeu aplique a “sanção zero”, ou seja, muito embora a multa possa ir até 0,2% do PIB do país (320 milhões de euros para Portugal) a União Europeia deverá punir os países apenas com um aviso formal. Muitos acham que isto é motivo para respirar de alívio, mas é precisamente o contrário: a sanção é a novela das sanções.

Esta novela, em que a Comissão leva meses a decidir, os manda chuva da União Europeia fazem declarações públicas sobre a questão e que nunca mais se avança mina a confiança nas economias de Portugal e Espanha. A sanção está aplicada desde há semanas.

Vivemos mesmo um momento em que a União Europeia se está a desfazer frente aos nossos olhos e até Angel Gurria, líder da OCDE, veio dizer que “a última coisa que precisamos” na Europa é de sanções (entrevista in Jornal de negócios 11/07/2016).

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