A MERDA É O OURO DOS ESPERTOS, de ELIANE BRUM – apresentado por IHU – UNISINOS – ADITAL

Mapa-do-Brasil

OBRIGADO A ELIANE BRUM, EL PAÍS, IHU-UNISINOS-ADITAL E CAMILO JOSEPH

 

logo-ihu-e-adital

Eliane Brum
Eliane Brum

 

“Em 2009, a questão era: veja como somos capazes de construir um país. Em 2016, a questão tornou-se: veja como somos capazes de fazer uma festa. Há uma diferença entre ser capaz de fazer uma festa, a medalha de ouro de 2016. E ser capaz de construir um país, a medalha de ouro de 2009. É preciso marcar essa diferença para não perder a Olimpíada do dia seguinte”, escreve Eliane Brum, escritora, repórter e documentarista, em artigo publicado por El País, 29-08-2016.

Segundo ela, “a Olimpíada de 2009 foi sonhada como o coroamento de um país que já se superou. Ou que já se tornou sua própria promessa, com a melhoria da qualidade de vida de dezenas de milhões e a redução das desigualdades. Uma nação que já havia pavimentado seu lugar entre as grandes economias do mundo, um Brasil de “cidadania plena”, um “país de primeira classe”. Na Olimpíada de 2016, é a superação que passa a ser a qualidade de todo um país. A qualidade em si, o moto-contínuo. O looping eterno. O pé-rapado, que continua pé-rapado, mas que arrasa na festa”.

“A ‘Olimpíada da Superação’  – constata a jornalista – é usada para forjar identidade, unidade e consenso no Brasil do impeachment”.

Eis o artigo.

A inversão é fascinante. A Olimpíada foi idealizada, em 2009, para colocar no pódio o Brasil grande. A apoteose do eterno país do futuro que finalmente chegava a um presente grandioso. Em 2016, o “sucesso” da festa busca recolocar o Brasil não apenas como o país que – ainda – tem futuro, mas como o país da “superação”.

Continuar a ler em:

http://ihu.unisinos.br/559465-a-merda-e-o-ouro-dos-espertos-em-redacao

Ler também em:

http://internacional.elpais.com/internacional/2016/08/30/america/1472569817_544553.html

 

Leave a Reply