Selecção de Júlio Marque Mota
14 mentiras orçamentarias, repetidas pelo governo golpista
por Marcelo zero e Esther Dweck
* Agradecimento especial ao Camilo Joseph
(conclusão)
PONTOS |
CONTRA-ARGUMENTOS |
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11. Prejuízos na Eletrobrás – R$3,0 bi em 2014 e R$ 14,4 bilhões |
Nesse caso, há de se considerar os efeitos do stress hídrico recente, que aumentou muito o custo de produção da energia. Outra desculpa esfarrapada para privatizar. |
12. Obras Públicas Inacabadas: |
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• Transposição do Rio São Francisco – obra se arrasta ao longo de anos e teve aumento do custo |
Falso. Está com 90,5% concluído, havia recursos para terminar esse ano, mas governo reduziu à metade os trabalhadores nas obras.
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• Refinaria Abreu e Lima – aumento de custo e prejuízo para a Petrobrás |
Nota de 16/09 da Petrobrás afirma os ganhos da Petrobrás com a Refinaria Abreu e Lima e ainda diz que conselho aprovou continuidade da expansão em julho:
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• Pavimentação de 1.024Km na BR 163 (entre MT e BA) – apenas 53 Km pavimentados em 2012 |
Falso. Pegaram o dado de 2012, mas em 2016 faltavam apenas 200 km para pavimentar. Nos governos Lula e Dilma, foram pavimentados ou duplicados por meio de obras públicas, mais de 7.200 Km de Rodovias |
• COMPERJ – obra parada há dois anos s |
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• Ferrovia Transnordestina (PE/CE/PI) – era para terminar em 2010, mas em 2015 apenas 55% concluídos |
Obras ferroviárias são de grande envergadura. Ainda assim, nos governos Lula e Dilma, foram feitos mais de 1.900 km de rodovias, após décadas sem quaisquer investimentos. Os governos dos golpistas fizeram 0%.
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13. Entre 2003 e 2013 BNDES emprestou a jursos subsidiados, US$ 8,3 bilhões para obras em Cuba, Angola, Argentina e Venezuela |
As obras foram definidas por empresas que tinham isso como boas oportunidade de exportar nossos serviços. O financiamento do BNDES estava condicionado à aquisição de produção nacional. O financiamento sempre foi para empresas brasileiras, não para governos estrangeiros. Saliente-se que essas exportações de serviços tinham uma dimensão estratégica relevante, pois abriam mercados para produtos brasileiros e aumentavam nosso protagonismo internacional. De novo, a informação é mentirosa. O BNDES financia a exportação de bens e serviços brasileiros desde 1998. De lá para cá, apoiou a exportação de produtos nacionais para 45 países. O principal destino dessas exportações são os EUA, não os países citados na propaganda mentirosa. Foram US$ 14,3 bilhões financiados em exportações para aquele país, ou 42% de um total de US$ 33,7 bilhões nesses 18 anos. |
14. Tesouro Nacional se endividou em R$ 323 bilhões para emprestar dinheiro para o BNDES para emprestar para grandes empresas |
Desde a crise de 2009, o governo Federal fez aportes no BNDES para garantir a sua capacidade de investimentos. O Governo Golpista quer que o BNDES devolva R$100,0 bilhões desses empréstimos antecipadamente; o único objetivo é descapitalizar o BNDES. A solução encontrada na crise foi a forma de evitar o colapso do sistema de crédito no Brasil, após a forte contração dos empréstimos pelos bancos privados. O sistema brasileiro de bancos públicos depende de fundos como FAT e FGTS cujo volume é muito pequeno frente as necessidades do País. Diante da retração do setor privado, houve uma solução importante para garantir funding para a principal instituição de financiamento de longo prazo. O impacto sobre a dívida bruta de tais empréstimos não foi elevado. Além disso, essa solução foi muito melhor do que a adotada por diversos países que se endividaram apenas para salvar os bancos privados. Portanto, o “Quantative Easing” brasileiro foi para ampliar os investimentos públicos e privados, estimular a economia real e gerar empregos, enquanto nos demais países ou foi para salvar os bancos (logo após a crise) ou para injetar liquidez na economia, sem qualquer contrapartida (período posterior). Agora, o dinheiro público será usado pelos golpistas para financiar a venda de patrimônio público, sem estímulo algum à economia real e sem gerar empregos. |
14 mentiras orçamentarias, repetidas pelo governo golpista – por Marcelo zero e Esther Dweck I
