No Teatro Nacional de São Carlos dias 10 e 11 às 2o:00 e 13 de Novembro às 16:00
OEDIPUS REX Igor Stravinsky (1882-1971)
Libreto
Jean Cocteau/Abade Jean Daniélou
Stravinsky compôs a ópera-oratória Oedipus Rex para celebrar os 20 anos de atividade artística de Diaghilev. O texto, escreveu-o Jean Cocteau, confiando-o posteriormente ao seu amigo e abade Jean Daniélou, que o reverteu para latim. Estreada em 1927 no Teatro Sarah Bernhardt, e não sendo uma das obras mais conhecidas de Stravinsky, contudo uma das mais importantes, Oedipus Rex alicerça-se numa simplicidade sonora onde os intervenientes da tragédia de Sófocles se movem quase hipnoticamente, dando a impressão de estátuas vivas tal como pretendido pelo compositor. A natureza ritualística do drama é enunciada pelo speaker, assumindo-se o coro como um dos atores que comenta segundo os cânones da tragédia grega as contrariedades do jovem Édipo que, ao desvendar o enigma da temível esfinge às portas de Tebas, viria a transformar-se no mais humano e pungente dos mitos.
Oedipus Nikolai Schukoff
Jocaste Cátia Moreso
Créon/Tirésias Davone Tines
O mensageiro/Narrador João Merino
O pastor Marco Alves dos Santos
Encenação Ricardo Pais
Cenografia e Figurinos António Lagarto
Desenho de Luz
Rui Pedro Simão
Direção Musical Leo Hussain
CORO DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS Maestro titular Giovanni Andreoli