Até conseguiu que o Fidel morresse – adequado e temporal, mesmo a calhar.
Os cubanos exilados nos States saem para a rua, em festejos fatelas e carnavalescos, o mundo inteiro inclina-se sobre o acontecimento, sob a égide (e de novo) dos States – o que é que eles irão pensar, o que é que eles irão fazer, ai credo, vamos lá a ver. Sempre, sempre, desde sempre e (pelos vistos) para sempre, na dependência universal daquele sinistro país, feito de estados e com apenas dois Partidos, uma coisa incompreensível para o resto do mundo civilizado.
A cultura. No caso, a cultura histórica, é o que falta às pessoas em geral e mesmo (e sobretudo) aos actuais políticos em particular. Aliás, em razoável número dos casos, não falta – apenas não interessa. No caso português e dos políticos, por exemplo, haverá talvez uma coincidência singular nesta triste e miserável constatação. Somos um país inculto por excelência e naturalmente que os seus ilegítimos e simultaneamente políticos filhos, dele fazem parte, sem qualquer espécie de dúvida.
Se houvesse alguma cultura histórica, se se pensasse, por exemplo, nos regimes dos anos cinquenta em Cuba, com o ditador Fulgêncio Baptista a violar direitos, a prender e a matar a esmo, ou no sinistro regime czarista da Rússia, muito anterior, com a incrível violência monárquica e a devastadora miséria rural daquele enorme país – talvez as pessoas percebessem (ou tentassem perceber) os eventos da História, até mesmo as futuras e inevitáveis contradições dos regimes que se lhes seguiram, após a necessária Revolução – com maior ou menor participação popular.
Mas não. Não tardam aí os incomensuráveis opinadores nacionais (já lá estão, desde há bocado) a explicar e a relatar as causas e os efeitos. E a interessarem-se imenso pelo eventual e esperado interesse do Trump no manancial de negócios possível com uma Cuba “mais aberta e democrática”. Talvez até com alguma “ajuda” político-militar, para repor tudo nos eixos. Afinal até havia Casinos óptimos, onde os americanos abastados e célebres (George Raft) se regalavam durante as suas férias em Cuba!
Sim porque o importante não é o bem estar dos povos, a sua emancipação ou os seus direitos.
O importante são os negócios, a economia de um ponto de vista nada universal.
Continuem atentos aos nossos extraordinários noticiários e extrordinários opinadores políticos, por favor.
Em três penadas ficou escrita uma critica muito pertinente e, sobretudo, muito bem ajustada.CLV