ÁRVORES E BOLAS CHEIAS DE LUZ por Luísa Lobão Moniz

olhem para  mim

O Natal vai e volta .

É comemorado por quase todos os países (todos não será a realidade, mas todos têm as suas festas mais representativas de louvor a um Deus ou à própria Natureza).

Em 313, Constantino optou pelo cristianismo, assim como os seus súbditos. A Igreja começa então a tirar vantagem destas crenças populares que eram sagradas para muitos.

Assim, começaram a aparecer algumas datas no calendário para serem festejadas pelos diversos povos. A Festa do Natal junta-se às festas pagãs como o comemorar o solstício de Inverno, de adoração ao Rei Sol.

Festas à Natureza pululavam de terra para terra levando sempre consigo os seus códigos religiosos e de justiça. Este objectivo serviu para cristianizar as festas pagãs que fugiam ao controlo do Poder.

A Árvore de Natal é o símbolo da Paz, da Alegria e de Esperança num futuro melhor.

A Árvore de Natal tornou-se um símbolo de convivência feliz entre todos e de valorização da família.

Hoje estamos longe do espírito dessa data.

Hoje é o comércio que dita as leis da troca de presentes, por exemplo, do exagero de brinquedos de algumas crianças e as mãos vazias de muitas outras crianças.

Estas crianças, dentro das suas mãos, têm a pele seca, o sangue derramado na guerra, têm lágrimas que deslizam devagar pelos seus rostos, têm a denúncia da violência contra as crianças, têm as mãos vazias de outras mãos.

O Natal é “quando um homem quiser” por isso um sorriso para que sequem as lágrimas, uma mão estendida para lembrar aos adultos que as crianças estão aqui, mesmo ao nosso lado.

As festas podem ter o mesmo nome, mas esta igualdade dá a mão à diferença.

A China tem uma cultura sem tradição cristã. Esta festa não lhes faz muito sentido.

Em cidades como Shanghai, devido à afluência de muitos turistas, os restaurantes e os hotéis preparam ceias e o comércio organiza-se para fazer negócio.

 A maioria do comércio mantém os enfeites até as celebrações do Ano Novo Chinês, o vermelho e o dourado são as principais cores das duas celebrações.

As crianças penduram meias na Árvore de Natal na esperança de que ‘Dun Che Lao Ren’, a versão chinesa do Pai Natal, venha visitar e deixar presentes.

O Ano Novo Chinês é o feriado mais importante na cultura chinesa. Ainda assim, isso não significa que o Natal seja completamente ignorado, significa que as tradições se podem manter.

As crianças, filhas de estrangeiros, comemoram o Natal tradicional, com a sua família e amigos. Quando chega a hora da ceia, em cima da mesa, estão travessas de comida oriental, respeitando a tradição do Ano Novo Chinês.

As culturas podem conviver, viver lado a lado quando o valor do outro é reconhecido, quando a tradição fala mais alto do que o poder, quando a diferença é o que nos aproxima.

A interculturalidade é algo difícil de se viver porque nos estamos a comparar com o outro e esse outro também se compara connosco. Esta comparação e compreensão das diferenças e das semelhanças é que fazem a Humanidade crescer para sociedades interculturais.

 

1 Comment

  1. ” s culturas podem conviver, viver lado a lado quando o *valor do outro* é reconhecido, quando a tradição fala mais alto do que o poder, quando a diferença é o que nos aproxima.-Amei -obrigada -Maria

    Postei um extracto no meu face -Maria

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