Parte de uma letra que faz parte de um curioso e já antigo tema musical (https://www.youtube.com/watch?v=q_GkjymuQ9U) expressão que eu subscrevo, relativamente a este país. A este sub-país – terminologia do meu velho e desaparecido pai.
A este subdesenvolto país – para utilizar a expressão de um velho amigo meu.
Não vale (realmente) a pena.
Lutar, pugnar, tentar sequer, que algo ou alguma coisa modifique o estado de coisas e dos portugueses pensares.
O nosso pobre querido e amado ex-cavaco publica um livro – que ninguém vai evidentemente ler, nem o próprio – e a comunicação social, coitada, não tem outro remédio senão revelar (lamentar?) o facto, publicitá-lo, espremê-lo, solícita qb, quase como quem pede desculpa – afinal o homem foi (parece que) presidente da república deste bananal durante dez anos, tenham paciência, tomem lá, façam favor…
E é interessante ver como dois inteligentes homens de Direita, hoje entrevistados na TV, tenham evitado, com enorme cuidado, não chamar àquilo a imbecilidade que certamente aquilo é. E eu digo “certamente aquilo é”, não porque o tenha lido, folheado sequer (era o que faltava! – ninguém vai ler, folhear sequer, com certeza, aquela palavrosa montanha de lugares comuns) – mas porque um deles, o que se deu ao trabalho e ao sacrifício de ler alguns dos capítulos das trezentas e tal páginas daquele Testamento, o pobre, lhe viria a chamar, judiciosamente, um aglomerado de “Actas”. Actas de reuniões, exaustivas actas de reuniões com o Sócrates, que como se sabe, ele, ex-cavaco, odiava em profundidade, acrescidas de opiniões do insigne autor, numa congeminação de roupa suja de meia tijela e nenhum interesse nacional. Um Cavaco certamente igual a si próprio, mesmo na aposentadoria, raios o partam.
E acrescentava, o entrevistado – com bastante piada, diga-se – que pode agora aparecer alguém a escrever um outro e tumultuoso livro a recontar o contrário daquele e depois alguém outro, com um outro ainda mais pesado e denso livro, a recontracontar outra coisa qualquer, e assim sucessivamente. Tudo isto inutilidades políticas (politiqueiras) de baixa estirpe, a que ninguém interessará, uma coisa evidente, uma coisa por demais evidente.