COMÉDIA INACABADA DE GARCIA LORCA, QUE NOS QUESTIONAVA SOBRE A NECESSIDADE DO TEATRO, É FINALIZADA PARA SER APRESENTADA EM 2018

Peça inacabada de Federico García Lorca será terminada por Alberto Conejero e publicada em 2018.

Comédia sem Título é o nome que se deu a um fragmento de uma peça teatral inacabada que Lorca começou a escrever em 1935. Editada em 1976, só foi representada em 1989, no âmbito da programação do Centro Dramático Nacional de Espanha.

Voltou a sê-lo em Novembro de 2005, sob direcção de Luís Miguel Cintra.

Mostra personagens de Shakespeare, operários de teatro e outros elementos surrealistas que interrompem o debate entre um autor e um director.

Encarregue de dirigir a primeira peça desta temporada neste espaço, o encenador português, fundador do teatro Cornucópia, descreve um cenário onde está um autor, um “poeta apaixonado pela realidade, em luta com a sua responsabilidade frente a um mundo injusto”.

Miguel Cintra, quando apresentou a obra, escreveu: “Descobrimos que ‘Comédia sem título’ é uma construção abstracta, um poema dramático, um grande monólogo povoado de figuras alegóricas, uma espécie de auto sacramental sobre a própria criação poética, sobre a relação entre a arte e a vida”. E continuou “Uma peça, inacabada que não incompleta; numa época em que o espectáculo é cada vez mais um produto de consumo imediato e em que é cada vez mais difícil trazer a realidade ao teatro, Comédia sem Título tornou-se para nós num espectáculo sobre a própria metáfora teatral, sobre a profunda e trágica solidão do artista como inventor de formas, sobre a sua procura desesperada de uma representação da vida”.

 

Alberto Conejero afirmou ao “El Mundo” que o título será El sueño de la vida, nome em que Lorca tinha pensado. «El primer acto se ha mantenido tal y como él lo dejó. No se ha hecho ningún tipo de añadido. Para mí era muy interesante saber qué pasaba después del incendio con el que termina. Y quedaban indicaciones de Federico, que son las que he utilizado. El segundo acto transcurre en la morgue y el segundo en un cielo lleno de ángeles andaluces, yo los he llevado al foso y al paraíso del teatro».

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