CARTA DO RIO – 148  por Rachel Gutiérrez

 

Simone de Beauvoir (1908-1986)

 Minha obra pessoal exigiu de mim pesquisas, decisões,

perseverança, lutas, trabalho. Ele (Sartre) me ajudou, eu o

           ajudei também. Não vivi através dele.

 

Há quem acredite, hoje, que o papel desempenhado pelo feminismo de Simone de Beauvoir, na transformação dos costumes de nosso tempo, foi mais significativo do que o do existencialismo sartreano.

Uma das glórias da história do feminismo e da cultura francesa deste século, a famosa companheira de Jean-Paul Sartre, “com quem nunca se casou nas de quem jamais se separou”, nem mesmo com a morte do filósofo, cuja obra e textos inéditos continuaram sob seus cuidados, ainda exerce profunda inluência no pensamento feminista contemporâneo.

A abordagem exaustiva – biológica, antropológica, psicológica, sociológica, filosófica e política – de O Segundo Sexo, na teoria e na prática, a luta de milhares de mulheres em todo o mundo.

Autora de quase trinta livros, Simone de Beauvoir confessou preferir, entre todos, O Segundo Sexo apesar de reconhecer que não era mais possível esperar, como afirmara nesse livro, que o simples advento do Socialismo poderia libertar as mulheres. Cada vez mais radical dos anos 70 do século passado em diante, Simone, uma das responsáveis pela Liga do Direito das Mulheres sediada em Paris, admitiu que “a luta de sexos engloba a luta de classes” e que a liberação das mulheres é primordial, fundamental, para que uma revolução global propicie o estabelecimento de novas e generosas relações entre todos os seres humanos.

Segundo a filósofa e escritora francesa, as feministas devem lutar em dois fronts: contra o sexismo, a falocracia, o patriarcado; e com os homens, como companheiras solidárias, contra todas as outras formas de opressão.

O que ela pensava sobre o amor  foi dito nesta passagem de O Segundo Sexo:

 No dia em que a mulher puder amar com sua força, não com sua fraqueza, não para fugir de si mesma, mas para encontrar-se, não para demitir-se, mas para afirmar-se, então o amor tornar-se-á para ela, como para o homem, ao invés de perigo mortal, fonte de vida.

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