CONTOS & CRÓNICAS – CARLOS REIS – OS ARTIGOS IMPUBLICÁVEIS – É SÓ A BRINCAR

 

 

Eu vou tentar ser objectivo. Juro.

Apesar da raiva, apesar da impotência, apesar da dificuldade, apesar da emoção.

Eu vou até tentar não dizer costumados palavrões  –  apesar da raiva, apesar da impotência, apesar da dificuldade, apesar da emoção.

Primeiro, uma grande chapelada ao Lobo Xavier, interveniente do programa “A quadratura do círculo”, personagem com quem nada tenho a ver, ideológica ou politicamente  –  e chapelada porquê? Pelas as suas peremptórias afirmações sobre o comportamento de uma certa Direita pela voz extremada de Passos Coelho e até de alguns seguidistas disfuncionais do seu próprio Partido, o CDS.

Como se sabe é raro (é impossível, quero eu dizer, desculpem) algum membro ou correligionário de um qualquer (um qualquer) Partido ou governo vir a terreiro reconhecer imbecilidades, assumir idiotices, admitir baboseiras, confirmar mentiras.

É pura ficção científica.

Mas o fulano teve a coragem, a inteligência e a ombridade de o fazer. Há que o reconhecer

Eu, como sou livre (não fumo, não milito, não pê-cê-pê! pê-cê-pê! pê-cê-pê! – tive sorte, talvez) estou à vontade. Muito mais à vontade do que a militância religiosa e dogmática, sobretudo a daquele Partido, o dito comunista, que nunca se engana e que raramente tem dúvidas – talvez graças a Deus, sabe-se lá.

Eu, portanto e como tal, posso permitir-me fazer valer, fornecer, propor e expor esta minha opinião sobre alguém com quem nunca estarei politicamente de acordo. Ao contrário daquela Ordem Religiosa, algo franciscana, mas afinal basto jesuística, que tem de seguir até ao fim (e isto já vem dos anos quarenta, Antigo Testamento) os trâmites e os dogmas – sem nunca tirar nem pôr. Aceitar, debater, concordar.

Salvo alguns apontamentos, convenhamos – salmos perdidos nos tempos, tais como a Ditadura do Proletariado, ou uma actual aceitação, mesmo dolorosa, de uma democracia com votos, eleições e demais apontamentos e transtornos pequeno-burguesóides como esta.

A única eventual vantagem (lá vem optimismo impróprio, inocente e ingénuo) de toda aquela inconcebível hipocrisia, aproveitamento político e (porque não?) ultra-desonestidade, falta de decoro, falta de qualquer humanidade e impossível dignidade do casal Passos Coelho-Cristas, relativamente à questão dos (horríveis) incêndios – a única vantagem seria, de facto, o povo português, de uma vez por todas, perceber quem são os maus, quem são os bandidos desta Banda Desenhada em que vivemos.

Deste país aos quadradinhos (sem ofensa para a BD, uma Arte Maior, segundo a minha nefasta opinião) que não passa, continua a não passar de uma caricatura de si próprio, em termos políticos e cívicos.

Mas eu sei que nada de diferente irá acontecer. Eu estava só a sonhar. E a brincar.

Carlos

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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